As Marcas Básicas da Identidade Pastoral – Parte II

Razão

“Nós não cremos cegamente; há uma racionalidade em nossa fé”.

Se pudesse sintetizar ainda mais esta frase, diria o seguinte: “Eu sei em quem tenho crido”!

Paulo transmite a Timóteo a essência da razão, ainda mais expressa nos primeiros versos do capítulo 1 da segunda carta: “Dou graças a Deus que, desde os meus antepassados, sirvo com uma consciência pura…” v.3

Não somos seres de outro mundo e não vivemos em um mundo de outros seres. Precisamos ter conhecimento de causa de tudo o que está ocorrendo a nossa volta para que a emoção não tome conta da razão em nossas ações pastorais.

Chorar com os que choram; se alegrar com os que se alegram… os ensinos de Jesus deixam claro que devo viver a realidade da minha comunidade de fé e fazer com que a mesma seja racional em suas decisões, não acreditando em vãs filosofias ou modismos já citados aqui.

A Igreja precisa saber qual é a real razão da sua existência.

Temos um propósito missionário que é participar da ação de Deus no Seu propósito de salvar o mundo. Isto é uma missão que passa pela razão de ser da Igreja. Um compromisso racional e real que envolve da menor criança ao mais idoso. Todos devem e precisam estar envolvidos. É o viver diário que faz esta razão se tornar um compromisso pastoral e assim transmitido para a comunidade.

Criação

Hoje os movimentos em prol de salvar o planeta estão cada dia mais presentes. Eles transmitem um cuidado com tudo que está a nossa volta. Boa parte destes movimentos não tem cunho cristão, mas acabam abordando o tema da criação e do cuidado com a mesma.

“Na criação o que está em primeiro lugar é o bem-estar de todo o ser criado. Não pode haver dominadores e dominados; só Deus domina sobre tudo e todos”.

O trabalho da cooperação com os menos favorecidos passa por este conceito de “bem-estar de todo ser criado”. É necessário alimentar o corpo para que o espírito seja alimentado; é preciso lavar o corpo para que este possa ser lavado pelo Sangue de Jesus.

Na comunidade de fé não devem existir “dominadores e dominados”, ricos e pobres, pessoas com condição e sem condição. É preciso viver o Pentecostes: “tinham tudo em comum, partiam o pão de casa em casa…”

Recentemente questionei uma igreja se ela conhecia o irmão que estava ao lado. Se sabia se este irmão tinha o que comer naquela noite após o culto, se tinha o dinheiro para ir trabalhar no dia seguinte. Se conhecia as necessidades do seu pastor e se o pastor conhecia as necessidade de sua igreja. Eu mesmo fui confrontado com aquela Palavra.

Muitos dos irmãos na fé estão como o filho pródigo: têm casa, comida, cuidado, mas acabam comendo alfarrobas com os porcos.

“Deus não é Deus do caos. Ele se revela para nos atrair a Ele e à nova ordem, à nova criação.”

A Bíblia

Neste quadrilátero está a Bíblia ao centro. O vetor principal de onde, como pastor, preciso tirar toda a base da minha experiência, tradição, criação e razão de ser Cristão.

Através dela buscar o fundamento para que a Igreja a qual pastoreio seja alicerçada a fim de não ser levada pela primeira tempestade de vãs doutrinas.

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4.12

Não há meio termo!

Me espanta o fato de os nossos púlpitos estarem cheios de pregadores que têm medo de dizer as verdades bíblicas com receio de terem suas igrejas esvaziadas.

Não posso admitir o pecado em minha igreja. Ela deve ser lavada e remida pelo Sangue do Cordeiro. Se apresentar diante Dele pura, sem manchas. E isto só é possível por meio de uma busca incessante da Verdade contida nas Escrituras e a explanação, sem rodeios, desta Verdade.

Concluo este registro de “como demostrar as marcas da identidade metodista na ação pastoral da comunidade que pastoreio” destacando alguns elementos citados na Carta pastoral:

Consciência da vocação e santificação: Tenho convicção de que fui chamado por Deus e para a Sua obra e que a minha vida está nas mãos Dele para que seja instrumento Seu e que a minha vida de santidade com Deus é um exercício diário que jamais devo deixar de praticar;

Consciência da Missão: Faço parte do propósito de Deus e seja na minha cidade local ou em outra, irei cumprir o Seu “Ide”.

Consciência das seitas e movimento não cristãos: A vigilância precisa se maior a cada dia para que a minha comunidade não seja levada por doutrinas enganosas. Para isto preciso me inteirar de tudo o que ocorre no meio destes movimentos. E por fim:

A consciência das minorias raciais e empobrecidas: Não tenho como fechar os meus olhos para esta realidade. Além da evangelização, da pregação da palavra, da assistência pastoral e das orações, preciso estar atento ao contexto social da minha igreja e comunidade. Buscar junto às autoridades locais, meios de, como Igreja do Senhor, cooperar para que as diferenças sejam amenizadas ou até extirpadas e conscientizar a minha igreja para que este trabalho seja continuado.

Como posso tornar isto real?

Através de um planejamento seguro que conte com a EXPERIÊNCIA de vida cristã pessoal e da minha igreja local, obedecendo a TRADIÇÃO da minha Igreja, respeitando as condições da CRIAÇÃO (membros) sem que a RAZÃO seja colocada de lado e tendo a BÍBLIA como base para a minha ação pastoral.

Bibliografia:

As Marcas Básicas da Identidade Metodista – Biblioteca Vida e Missão – Metodismo, 1

Carta Pastoral – Colégio Episcopal – Editora Bennett – 1995

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