A Exposição da Palavra

“A exposição das tuas palavras dá luz; dá entendimento aos simples” Sl 119.130

O salmo 119 é, de longe, o maior do saltério. Encontramos, no decorrer de seus 176 versículos, inúmeras palavras de sabedoria e graça. Desejo apresentar neste texto algumas observações sobre o salmo em questão, voltando, no final, as atenções ao versículo acima exposto.

O foco do salmista, como podemos observar em praticamente todos os versos e estrofes, é a fidelidade do servo à Palavra de Deus. O autor demonstra que os “estatutos”, “preceitos”, “testemunhos”, “mandamentos” e “juízos” do Senhor são perfeitos e retos, assim como o Criador. Sendo Deus Perfeito, Sua Lei também é.

Em tempos conturbados como os que vivemos, precisamos lembrar deste foco dado pelo salmista: fidelidade às Sagradas Escrituras. Com o aniversário da Reforma chegando, um dos “Cinco Solas” grita em nossos corações, afirmando que somente a Palavra de Deus é fonte fiel para a doutrina cristã. Somente a Bíblia contém a Verdade absoluta. Experiências, visões, sonhos e profecias estão abaixo do que inspirado pelo Espírito de Deus, e escrito pelos profetas, apóstolos e demais homens escolhidos para este serviço.

Tudo que vai além da Palavra, é maldito. O que fica aquém, é desnecessário.

Com isto em mente, voltemos então à luz de nossas atenções ao versículo 130. Evidentemente, encontramos algumas verdades no verso em questão.

  • A Palavra deve ser “exposta”: o modelo bíblico de pregação é a “expositiva”, aquela que demonstra um texto, com seu devido contexto, e aplica-o de forma correta em nossos dias. “Expor” significa “demonstrar”, “explicar”, “elucidar”, “pôr à disposição de todos”. A palavra hebraica utilizada no texto original é “pathach”, que quer dizer algo como “escancarar”, “arrancar para fora”. A Igreja de Deus não precisa de palhaços sobre os púlpitos. Não precisa de modismos. Precisa da pregação fiel à Palavra! É através da Palavra, por exemplo, que o homem pode ser verdadeiramente livre das amarras do pecado (Jo 8.32) e santificado continuamente (Jo 17.17).
    Quaisquer revelações, quaisquer promessas e profecias da atualidade não podem ser comparadas à Palavra de Deus. Não existe revelação maior que a Escritura, e é esta que deve ser pregada nas igrejas.
  • A Palavra, quando exposta, “dá luz”: no mesmo salmo, é escrito que a Palavra é lâmpada para nossos pés, e luz para nosso caminho (v. 105). São as Sagradas Escrituras que devem guiar nossos passos, nossa caminhada. Devemos ser direcionados pelo que o Senhor nos aponta através da “revelação especial”, e não de “achismos” ou “profetadas”. Tendo nossa caminhada aclarada pela Palavra do Senhor, saberemos como trilhar os caminhos da fé, conhecendo bem o local onde firmamos nossos pés. Saberemos, sem medo, como viver uma vida que glorifique a Deus, longe do pecado e do que nos afasta de Sua presença. Sendo iluminados constantemente pela Palavra, conseguiremos discernir entre o que é doutrina divina e o que é “doutrina de demônios” (1Tm 4.1).
  • A Palavra também dá “entendimento aos simples”: O Evangelho não está restrito aos sábios, doutores e mestres. O Evangelho deve ser vivido, ensinado e pregado a todos. A igreja tem o papel fundamental de anunciar a salvação a toda e qualquer pessoa, cabendo ao Espírito convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Assim, a não há um “nível mínimo de QI” para que alguém receba a pregação das Sagradas Escrituras, nem para que pregue-a. É o dever da Igreja. Este “entendimento”  que os “simples” recebem é o próprio Evangelho. É a essência do Cristianismo. De forma resumida, que nos serve como um exemplo, é o que nos diz o Credo dos Apóstolos:

    “Eu creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e está sentado à mão direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, a Santa Igreja Católica, a comunhão dos santos, o perdão dos pecados, a ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém”

Concluo este texto, querido leitor, com a esperança de que tenha sido bem sucedido em uma coisa: deixar clara a necessidade de sermos fiéis às Sagradas Escrituras, expondo-as de modo preciso, trilhando nossos passos com base em suas Verdades, pregando-a a todos os que nos ouvem.

Sob a Graça,

Daniel Rodrigues Kinchescki

 

Postagens Relacionadas

ăn dặm kiểu NhậtResponsive WordPress Themenhà cấp 4 nông thônthời trang trẻ emgiày cao gótshop giày nữdownload wordpress pluginsmẫu biệt thự đẹpepichouseáo sơ mi nữhouse beautiful