A Feiura do Natal

“(…) não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens (…)” Isaías 53:2-3

É perceptível que uma das principais datas do nosso calendário se aproxima. As luzes, enfeites, a movimentação do comércio, as músicas próprias dessa época. Daqui a pouco é natal. Mas se por um lado a comemoração dessa data demonstra a herança cultural que a nós foi deixada por nossos antepassados, por outro se comporta como uma lente que nos permite ver o quão afastado o homem está de Cristo.

Pergunte a uma criança, de qualquer idade ou classe social, o que o natal representa para ela. Será unânime a associação com presentes, ou até mesmo com as comidas típicas. Indo mais adiante, pergunte a um adulto o que o natal simboliza; mais uma vez, é quase certo que a resposta envolverá presentes ou festas. E antes que me entendam mal, eu não tenho nada contra isso: glória a Deus por poder partilhar desses momentos! Minha tristeza é por conta de algo que vai além.

Há alguns dias, assistindo ao jornal da manhã, vi uma reportagem sobre a tradicional decoração natalina da casa branca, nos Estados Unidos. Foi muito lindo ver os voluntários, entre eles crianças, montarem a árvore e os arranjos. Ao final da reportagem, o jornalista, surpreso, diz: “esse ano houve árvores, doces, guirlandas e até um menino Jesus”. Por um instante essa breve observação feita por ele me fez refletir sobre algo que há muito venho percebendo- o ocidente esqueceu o verdadeiro sentido por trás do natal. O homem moderno, envolto em seus discursos de tolerância, paz e esperança em dias melhores esqueceu Daquele que viera justamente trazer isso à humanidade.

O tom de espanto na observação desse jornalista em ter notado o menino Jesus como parte da decoração trouxe à tona a miséria dos nossos dias. Natal após natal o homem declara que não precisa mais do Filho de Deus; descarta o protagonista dessa história, e se torna ele mesmo o protagonista, fazendo proveito da época para fartar-se, enquanto sua alma se encontra em miséria.

O profeta Isaías avisara sobre isso. Deus o revelou que iriam rejeitar o Salvador, que não iriam encontrar nada Nele que, aos olhos do homem, chamasse atenção ou fosse digno de admiração. E é triste vivenciar que essa profecia não se limitou aos dias de Jesus na terra ou ao seu contexto sociocultural, mas que ultrapassou os séculos e continua a se cumprir no presente. Já não há nenhuma novidade nisso. E assim, as luzes e enfeites, as festas e os presentes, não são suficientes para encobrir a feiura de um natal sem Cristo.

Pai, que possamos ser preenchidos pela alegria da sua fidelidade para conosco em ter enviado o Redentor, Aquele cuja vinda ao mundo se tornou um alento e lenitivo às dores da alma. Que a feiura do natal dos homens não nos impeça de ver a beleza do natal de Emanuel.

Pela graça,

João Paulo.

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