A Banalidade do Amor

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros (…) Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama (…)” João 13:34;14:21

Tem sido recorrente o uso de expressões como “mais amor, por favor”, ou “ame mais, julgue menos”. Acredito que você, leitor, certamente já tenha escutado, também, tais expressões, seja num grupo de amigos e familiares, seja em outro meio. Como cristãos, sabemos que não há nada de excepcional nisso, afinal o próprio Jesus sintetizou a lei mosaica e seus dez mandamentos em dois: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o nosso próximo como a nós mesmos. Mas pouco a pouco o genuíno sentido desse mandamento tem sido deturpado.

No século passado a filósofa judia Hannah Arendt desenvolveu uma teoria bastante interessante sobre os horrores que acometeram seu povo durante a Segunda Guerra Mundial. Intitulada de “banalidade do mal” essa teoria afirma que culpar os soldados nazistas pelos crimes cometidos durante o governo tirânico de Adolf Hitler não seria, de todo, justo, porque os mesmos foram coagidos a fazerem isso, uma vez que estavam subordinados ao Estado e caso se negassem a acatar as ordens de Hitler teriam suas vidas e de seus familiares em risco. Em outras palavras, eles foram tão somente um instrumento a disposição da nefasta ideologia nazista; o mal pelo qual estavam sendo julgados era um mal “banal”, esvaziado moralmente, pois o genocídio realizado não fora de livre e espontânea vontade por parte dos mesmos. Antes, se tratou apenas de uma ação encabeçada pelo führer alemão.

Esse esvaziamento moral do qual Hannah Arendt tratou agora está transfigurado não mais em mal, mas em amor. O verbo amar que muitos clamam está totalmente distante daquilo que Cristo ordenou. Ama-se de forma superficial. Ama-se para atender aos desejos carnais ou para justificar o pecado. Ama-se banalmente. O amor que grupos com orientações politicas contrárias à Palavra pretendem monopolizar não é o amor que requer da nossa parte santidade e arrependimento; esse amor foi arrancado das entrelinhas do Evangelho e posto abruptamente no lamaçal da vaidade e mentira do mundo. Ele foi desconectado, descontextualizado, de sua raiz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama”.

Senhor, que possamos contemplar a beleza da sua santidade ao amar teus mandamentos e meditar em tua Palavra dia e noite, assim como declarou o salmista. Que nosso amor não seja vazio da Verdade, que ele não seja banal.

“Porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” João 12:43

Pela graça do Senhor,

João Paulo.

ăn dặm kiểu NhậtResponsive WordPress Themenhà cấp 4 nông thônthời trang trẻ emgiày cao gótshop giày nữdownload wordpress pluginsmẫu biệt thự đẹpepichouseáo sơ mi nữhouse beautiful