Crise Pastoral

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”  Mt 28.19,20

A Grande Comissão é sim pregar o evangelho, mas vemos também que ela diz respeito a fazer discípulos. Muito focamos no “ide” e nos esquecemos do “fazei discípulos“. Porém basta nós olharmos para a carnalidade das igrejas dos EUA ou do Brasil e podemos entender que algo não está funcionando da maneira correta. Que não temos feito discípulos. A nossa tarefa, além da proclamação do Evangelho, é  de fazer com que os alcançados pela graça divina possam se tornar cristãos maduros.

Ao que parece, caberia ao pastor acompanhar o amadurecimento das próprias ovelhas: talvez seja esta a razão pela qual podemos considerar o chamado pastoral como maior privilegio que possa ser dado por Deus a um seu escolhido. Pastorear é estar perto da ovelha, pega-la no colo, tirar os carrapatos… um pastor que não tenha cheiro de ovelha não é pastor… é outra coisa!

O mesmo Jesus vivia junto com os discípulos e ensinava de perto: não tem como discipular de longe. Ter um coração de pastor significa ter compaixão pelas almas, se arriscar com as críticas dos membros, orar, estudar a Palavra e oferecer o seu melhor: em outras palavras, deve ser servo e saber servir.

O púlpito dominical, portanto é somente uma das opções que temos para pregar a Palavra, preparar o terreno para que possa ter o milagre da regeneração, confrontar o pecador e apresentar Jesus, mas não é a única. O “IDE” nos convida para descer do altar e discipular, cuidar das almas, ensinar a sã doutrina a todos àqueles que desejam ouvir e aprender. Sendo que a regeneração é obra do Espirito Santo, o trabalho do pastor inicia, na realidade, logo após a conversão.

Por esta razão o trabalho pastoral deve ser intenso e abrangente com aqueles que estejam querendo conhecer Jesus. Por meio do discipulado, que abrange ensino da Palavra, amor e testemunho de vida, será oferecida uma nova chance aos quem tem recebido a Palavra à beira do caminho ou em terreno pedregoso ou entre os espinhos.

Hoje as pessoas, dentro da igreja, estão experimentando as consequências de uma profunda crise pastoral. O pastor é percebido como alguém ausente que não cuida e não direciona, e que está a cada dia mais distante da realidade e do seu povo. Hoje temos muitos “empreendedores”, muitos “contadores de historias”, “muitos animadores de auditório”, muitos “manipuladores”, até “oubalhões, mas pouquíssimos pastores.

Ser pastor não é visar um bom status social ou uma boa renda financeira, não é mostrar serviço para o pastor presidente, não é ser politicamente correto com a própria denominação, não é bater o ponto, não é apertar mãos o domingo no final do culto.

É ser digno do chamado divino, pastoreando com excelência ou ter a coragem de arrumar um bom serviço de carteira assinada.

A crise pastoral e o consequente descumprimento de sua missão afetaram a igreja brasileira de tal forma que hoje a mesma produz mais desaparecidos e desigrejados do que discípulos de Jesus.

A reforma da igreja brasileira exige começar obrigatoriamente a partir de sua liderança.

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