Esperança, apesar de todos os porquês

A jovem Hannah Baker comete suicídio. Seu legado: uma série de fitas cassete nas quais ela relata os motivos que a levaram a desistir de viver. Mais que um desabafo, mais que uma tradicional carta de despedida, as fitas apontam para pessoas, e o que elas fizeram – ou deixaram de fazer – à frágil Hannah. À despeito de toda a polêmica e burburinho que têm sido gerados em torno da série 13 Reasons Why, vale a pena aproveitarmos esse hype para refletirmos sobre algumas questões importantes que ela nos traz, à luz do Evangelho e sem spoilers!

— “Por causa dos sinais que ele realizou em Jerusalém durante a festa da Páscoa, muitos creram nele. Jesus, porém, não confiava neles, pois conhecia a todos. Ninguém precisava lhe dizer como o ser humano é de fato, pois ele conhecia a natureza humana.” (João 2:23-25)

Nesse trecho, vemos Jesus no início do Seu ministério, em uma Jerusalém lotada para a festa da Páscoa, angariando seus primeiros seguidores: judeus admirados com Seus milagres e maravilhas, “fãs” estupefatos, por quem ele não se deixou ludibriar. A passagem é clara: Jesus não confiava naquela gente. Mais que uma importante expressão da doutrina bíblica que aponta o homem como um ser caído e pecador, talvez essa passagem também seja vislumbre daquilo que aconteceria exatamente três anos depois, naquele mesmo local.“Hosana! Hosana!”, certamente você já ouviu essa expressão. Essa tradicional exaltação (que em aramaico quer dizer algo como “Salva-nos, Senhor, nós clamamos”) foi o brado de muitos judeus naquele dia, cujo relato consta no capítulo 12 do Evangelho de João. Agora, três anos depois, a fama de Jesus se espalhou, e ele havia acabado de chocar a todos trazendo o falecido Lázaro de volta à vida.

— “No dia seguinte, correu pela cidade a notícia de que Jesus estava a caminho de Jerusalém. Uma grande multidão de visitantes que tinham vindo para a Páscoa tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu encontro gritando: ‘Hosana! Bendito é o que vem em nome do Senhor! Bendito é o Rei de Israel!’.”(João 12:12-13)

Nos bastidores dessa cena clássica, a frase de João ainda ecoava: “Jesus, porém, não confiava neles, pois conhecia a todos”. Ele não se surpreendeu quando, poucos dias depois, aquelas mesmas pessoas o estivessem levando a julgamento. Os gritos de“Hosana!” deram lugar a “Crucifica-o! Crucifica-o!” (João 19:6;15), “Não queremos este homem, queremos Barrabás!” (João 18:40).

Jesus conhece a dor da humilhação e da rejeição

Que terrível apunhalada pelas costas! Foi exatamente meu sentimento enquanto assistia a um dos episódios de 13 Reasons Why. Vi Hannah Baker passar por situações que infelizmente não surpreendem: humilhações e rejeições, sentimentos conhecidos e experimentados por muitos adolescentes no ambiente escolar. Como nos conforta saber que essa dor, compartilhada por tantos, foi também conhecida de Jesus. Sim, Ele passou por isso e conhece sua dor. Até Seus próprios familiares desacreditaram d’Ele (João 7:5). Mas Ele não se deixou abalar, pois Ele conhecia a natureza humana. Somos pecadores, carregamos as falhas e dores de uma natureza corrompida, e somos dotados de um sinistro potencial para sermos extremamente cruéis e maus. Ah, Hannah, que grande erro você cometeu, alimentando-se de ilusão, entregando o coração de mão em mão! Que grande erro é colocar sua vida, suas expectativas, sua alegria, nas mãos de pessoas. É inegável que, por mais “bonzinho” que alguém possa parecer, hora ou outra virá a frustração. “Ninguém é bom, senão um, que é Deus”, exclamou Jesus certa vez (Marcos 10:18). E bem profetizou Jeremias: “Maldito o homem que confia no homem… Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor” (Jeremias 17:5;7).

O bom amigo, Jesus

A grande mensagem para aqueles que estão passando por uma situação parecida à de Hannah Baker é: pare de pular de galho em galho, de mão em mão, de frustração em frustração. Pessoas falham, mudam, vão embora, morrem. Preserve seu coração. Você não precisa da aprovação das pessoas; busque a aprovação de Deus. Busque em Cristo Seu Bom Amigo. Mesmo em meio às tribulações daquela última Páscoa, Jesus teve a oportunidade de cear com Seus amados discípulos e de fazer-lhes uma linda declaração: “Já não os chamo de servos, pois o senhor não faz confidências a seus servos. Agora vocês são meus amigos.”(João 15:15). Afinal, que amizade se compara à amizade do Senhor? Que amor pode ser maior que o amor de Deus? Quem pode nos dar uma paz maior que aquela que Cristo nos dá? Há alguém além Dele capaz de ser perfeitamente fiel em todo o tempo? Talvez seu coração esteja em destroços, reduzido a pedacinhos, talvez você se sinta em ruínas e sem esperança. Eu não sei o que fizeram com você, e não posso mensurar seu sofrimento. Assim como não posso mensurar o sofrimento de Hannah Baker nem julgá-la por seu caminhar. Cabe a mim passar para frente o doce convite de Jesus: “Vinde a mim todos os que estão cansado e oprimidos, e eu os aliviarei” (Mateus 11:28).

Um mandamento aos discípulos

— “Este é meu mandamento: Amem uns aos outros como eu amo vocês. Não existe amor maior do que dar a vida por seus amigos. Vocês serão meus amigos se fizerem o que eu ordeno. Já não os chamo de servos, pois o senhor não faz confidências a seus servos. Agora, vocês são meus amigos, pois eu lhes disse tudo que o Pai me disse. Vocês não me escolheram; eu os escolhi. Eu os chamei para irem e produzirem frutos duradouros, para que o Pai lhes dê tudo que pedirem em meu nome. Este é meu mandamento: Amem uns aos outros. Se o mundo os odeia, lembrem-se de que primeiro odiou a mim.” (João 15:12-18)

Será que temos obedecido ao importante mandamento de Jesus de forma efetiva? Temos amado as pessoas? Jovens, quantos em sua classe ou na sua escola estão sofrendo com a humilhação e a rejeição, com o bullying? Quantos estão oprimidos, desesperados, sofrendo em silêncio? Será que, se você fizesse parte do círculo social de Hannah Baker, você não seria um dos motivos? Nós, como cristãos, temos a importante missão de estender as mãos àqueles ao nosso redor que estão passando pelos mesmos sofrimentos de Hannah Baker. Na série, vemos como pequenas atitudes e palavras podem resultar em grandes estragos. Vemos também como a omissão pode ser perigosa. Que nossas pequenas ações possam ser geradoras de vida, e não morte, de paz e não de guerra. E que nossas palavras possam ser palavras de vida e de esperança, de sabedoria, e não de zombaria, deboche e humilhação. Que calcemos as sandálias da preparação do evangelho da paz e aprendamos a caminhar de maneira digna de nosso chamado, como filhos de Deus, embaixadores do Reino, imitadores de Cristo. Deixe Cristo sorrir através do teu sorriso. Que por meio dos teus braços possa Jesus dar seus abraços. E que no seu olhar de misericórdia muitos vejam uma porta de esperança. Amém.

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