Ezequias: Um Reformador Em Seu Tempo

 

‘’Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; sua mãe se chamava Abi e era filha de Zacarias. Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai. Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo; e fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, porque até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã. Confiou no Senhor, Deus de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. Porque se apegou ao Senhor, não deixou de segui-lo e guardou os mandamentos que o Senhor ordenara a Moisés. ’’ (2 Reis 18:2-6)

No campo semântico da palavra ‘’reforma’’, estão representados alguns significados, entre eles: ato de reparar; mudança inserida que provoque um aprimoramento. Antes do reinado de Ezequias, Israel estava imerso no paganismo, pois, abraçara práticas idólatras. Houve grande apostasia durante o governo do seu antecessor, o rei Acaz; o contexto era de desleixo para com Deus, não havia cuidado com a casa do Senhor, o templo estava em desordem, o povo estava insubmisso e esses fatos só revelaram a gravidade do afastamento dos mandamentos.

Assim que começou a governar, Ezequias extirpou o politeísmo em Israel; ele procurou fazer reparação dos danos causados pelo povo e estabeleceu práticas de mudança.

Vejamos a seguir algumas reformas propostas por ele descritas em 2 Crônicas:

  1. Mandou abrir o templo e reparou as portas da Casa do Senhor.
  2. Ordenou que os levitas se santificassem.
  3. Restaurou o culto a Deus.
  4. Colocou músicos no templo.
  5. Incentivou a participação da nação israelita a adorar.
  6. Organizou e convidou o povo a celebrar as festas em memorial ao Senhor (Páscoa e Pães Asmos).

O reinado de Ezequias foi tão reto que sua integridade assemelha-se aos cuidados de Davi e Salomão para com o templo; uma reforma genuína brotara ali, prova da obediência e da preocupação em fazer o que é certo aos olhos do Senhor. Um regimento para a adoração fora adotado, o que revela que não podemos prestar um culto ao Senhor de qualquer jeito.

A reforma proposta por Ezequias nos encoraja a adotarmos princípios reguladores de culto. Na Confissão de Fé de Westminster (confissão de fé de caráter reformado e orientação calvinista), no capítulo 21 fala sobre o culto religioso e sobre o domingo. O primeiro parágrafo menciona que:

”A luz da natureza mostra que existe um Deus, que tem senhorio e soberania sobre todos, que é justo, bom, e faz o bem a todos; e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido, de todo o coração, de toda a alma, e com todas as forças. Mas a maneira aceitável de se cultuar o Deus verdadeiro é aquela instituída por Ele mesmo, e que está bem delimitada por sua própria vontade revelada, para que Deus não seja adorado de acordo com as imaginações e invenções humanas, nem com as sugestões de Satanás, nem por meio de qualquer representação visível ou qualquer outro modo não prescrito nas Sagradas Escrituras. ” (Capítulo 21- Confissão de fé de Westminster)

A Assíria rondava Israel e intentava subjugá-lo. Antes de se preocupar com o ataque bélico, Ezequias preocupou-se em convidar o povo ao arrependimento, à consagração, a trazer sacrifícios e ofertas de ações de graças à Casa do Senhor, e à conversão. Estes são alguns dos resultados do seu vocativo:

‘’Os correios foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; porém riram-se e zombaram deles. Todavia, alguns de Aser, de Manassés e de Zebulom se humilharam e foram à Jerusalém. Também em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes, segundo a palavra do Senhor.’’  (2 Crônicas 30:10-12).

O próprio Ezequias orou ao Senhor por todos que estavam cometendo pecado (estavam em festejo durante a Páscoa sem estarem purificados):

 ‘’O Senhor, que é bom, perdoe a todo aquele que dispôs o coração para buscar o Senhor Deus, o Deus de seus pais, ainda que não segundo a purificação exigida pelo santuário. Ouviu o Senhor e sarou a alma povo.’’ (2 Crônicas 30:18-parte b, 19 e 20).

Além de sarar o povo, Deus não consentiu que os israelitas fossem derrotados pela Assíria. Houve uma reparação impecável, a criatura submissa ao Seu criador. Essa linda história de reforma é também um convite para os dias de hoje: precisamos ter ordem, ter princípios e cuidados com parâmetros deixados por Deus.

Ao olharmos para o cenário cristão brasileiro, podemos facilmente detectar que em muitos espaços eclesiásticos o abandono com diretrizes de culto trouxe a apostasia. Tudo o que diz respeito a Deus requer cuidado, requer fundamento em Sua palavra, requer zelo. Precisamos, sempre que possível, nos humilhar, nos arrepender e também clamar por aqueles que têm estado desleixados com a obra e com o próprio Senhor.

Que Ele sare as nossas almas e endireite os nossos caminhos!

Que a apostasia seja extirpada dos templos e que Ele seja, sempre, glorificado!

Em Cristo, Lariane.

 

 

 

Referência Bibliográfica

A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, estudo/ Barueri, SP: sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo: Mundo Cristão, 2003.

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