Graça Sobre Graça

 

Mais um ano findou-se e, como de costume, apanho um caderninho, uma caneta, e começo a tomar nota de todo o percurso que fiz este ano. Este foi um jeito que encontrei de estabelecer metas e de não sair do objetivo no meio do caminho. Sei que imprevistos ocorrem, mas sei também que, quando formulamos metas para nossas vidas, voltar para o “trilho” e retomar o foco acaba ficando mais fácil, porque, de alguma forma, acreditamos ter uma “missão” a cumprir.

Bem, comecei a pensar em todo o meu ano e a fazer minhas anotações, lembrei-me de que, nos primeiros meses do ano me vi completamente perdida quanto a minha escolha de linha de pesquisa. A universidade onde estudo não oferece as linhas que já estou acostumada a pesquisar,  me deixando assim sem saber em qual equipe entrar. Eu sabia que não poderia entrar em qualquer equipe, fazer qualquer trabalho apenas para me formar, afinal, eu cuido de pessoas e pessoas que sentem dores perturbadoras. Sem falar que eu levo o cristianismo a sério demais para não dar o meu melhor em tudo que faço (Colossenses 3.23). Mas parecia não haver jeito para mim, olhei a lista de propostas inúmeras vezes e detestei tudo que vi. Até que resolvi orar. Pedi a Deus ajuda no que escolher e se por acaso Ele me quisesse em alguma linha de pesquisa que eu não gostasse, que ao menos Ele me ensinasse a ser uma boa profissional ali para que Seu Nome fosse glorificado. Dias após a oração, fui informada de que havia na universidade uma linha que não estava na lista, era uma linha nova para a instituição e para o mercado de trabalho. Fui ver de perto e UAU!! Era tudo que eu precisava – durante muitos anos meus estudos se aproximavam muito da tal “linha de pesquisa nova”. Entrei para equipe e durante os trabalhos efetuados, eu podia perceber resultados altamente significativo nas minhas intervenções aos pacientes. Por graça, Deus ouviu a minha oração!

Tudo seguia bem, até que em abril minha mãe foi diagnosticada com câncer na mama direita. Minha família “perdeu o chão”, sentávamos para as refeições e o silêncio reinava à mesa, pelos cantos da casa eu podia ouvir lamentos, ao final do corredor,  a noite, com uma fraca luz acesa eu podia ouvir gemidos de uma oração. Junho chegou e com ele a cirurgia de minha mãe. Minha família estava em total desespero e eu orei, por noites e noites a fio e a cada oração, eu sentia paz. Eu não fazia ideia do que poderia acontecer, mas eu sabia, Deus estaria lá e sendo assim, tudo ficaria bem. Afinal, eu havia orado (e muito), sabia para quem estava pedindo ajuda e que Ele havia me escutado.

“Para os Teus filhos, tudo sempre termina bem” (Pr. Josemar Bessa – ReformedSound – Meu coração descansa em Deus).

Minha mãe operou e, por graça, voltou para casa, mas depois ela teve que retornar ao Hospital para saber como seria o procedimento quimioterápico. Foi informada que tal procedimento seria efetuado com apenas um remédio e ela o tomaria em casa, por alguns anos. Sem dores, sem hospitalização e isso seria tudo e, tão logo, marcariam a cirurgia de prótese e nada mais. Minha mãe está bem, bem até demais (a contar pelas vezes em que ela me acorda aos gritos para que eu não perca a EBD). Hoje, fico a pensar, desespero pra que se quem controla tudo é Deus? E se Ele está no controle, porque devemos ter medo? (Mc 4.35-41)

O ano chegou ao fim e, como alguns sabem, eu moro na Capital do Rio de Janeiro. Um lugar lindo, porém arriscado. Em um dia qualquer, meu pai acordou cedo, se arrumou e foi ao mercado. Fez suas compras e quando estava saindo do estabelecimento incontáveis tiros saltavam pela rua. Da minha casa, era possível ouvir os disparos. Minha mãe prontamente ligou para meu pai afim de saber se ele estava bem, mas ele havia deixado o celular em casa. No meio daquela barulhada, no desespero de não ter informações, abaixei a cabeça e disse “Santo Deus, por graça, cuide de meu pai.” Minha mãe e minha irma estavam desesperadas, e confesso que fiquei um pouco nervosa, mas olhando para o fundo de meu coração, eu sentia paz (Fp 4.7), eu sabia, Deus estava a me escutar. Em poucos minutos, meu pai dobra a esquina, mais pálido que o normal, olha em meus olhos e diz: “Deus me salvou!”. Eu ri, eu sabia, Deus estava lá!

Neste momento, ao olhar para 2017 eu só consigo pensar uma coisa, DEUS É SOBERANO EM GRAÇA! As vezes pensamos que estamos ao fim da linha, mas se pensarmos em quem estamos a confiar, o suposto “fim da linha” pode ser uma forma de Deus nos ensinar mais sobre fé. Contudo, 2017 reforçou o entendimento de que, Deus continua no trono, logo, tudo está bem. Podemos descansar! E sobre minhas metas para 2018, bem, que seja como Deus quiser (e será). Que Sua graça continue a me conduzir e que minha vida glorifique o Seu Nome. E para todos nós, que sejamos santos, como Ele é  (1 Pe 1.16), e que saibamos, não importa o que o que irá nos acontecer amanhã, Deus já esta lá e sendo assim, podemos descansar.  

Os filhos de Deus sempre estão seguros! Isso é graça sobre graça!

Sola gratia, mesmo sem eu merecer!

Feliz 2018

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