Impactos do Pós-Modernismo para a Igreja

Vivemos em um período denominado ‘’Pós-modernismo’’. Como o próprio vocábulo explica, este período é posterior ao Modernismo. Na Modernidade, o homem passou a apegar-se ainda mais à ciência, a valorar ainda mais o intelecto e a justificar tudo por meio da razão, e isso influenciou óticas ou formas de interpretar as Escrituras. Muitos teólogos tentaram explicar milagres, acontecimentos como a abertura do Mar Vermelho, a Ressurreição de Cristo, o milagre da água em vinho, dentre outros através do campo científico, ignorando o Deus que intervém na história do homem.  

Na Pós-Modernidade, o pensamento vai além, a verdade não é apresentada apenas pela razão, ela é totalmente relativizada e condicionada ao olhar do indivíduo, gerando assim a Pluralidade da Verdade. Para o homem pós-moderno uma verdade absoluta é inaceitável e a Escritura passa a ser estudada arbitrariamente, relativizada ou rejeitada nesse viés. Mas, para o cristão, há uma Verdade inegociável: Jesus! E o próprio Cristo apresenta a si mesmo atestando essa veracidade: 

‘’Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.’’ (João 14:6)  

[…] a mensagem cristã é ofensiva, ofende por Jesus como o único caminho e o Evangelho como sendo a verdade.’’  (Augustus Nicodemus – A Bíblia e Seus Intérpretes: Uma Breve História da Interpretação) 

 Em uma situação fictícia, três pessoas observaram um piso e receberam a incumbência de detalhá-lo; a primeira informou que o piso era branco e era feito em material porcelanato, a segunda informou que o piso era branco e quadrado, e a terceira informou que embora o piso fosse branco, ele apresentava tons em verde-cana porque ela nasceu com uma condição que a possibilita enxergar algo com diversas nuances. O exemplo é apenas para ilustrar uma situação, sem troçar com nenhuma condição visual, o que desejo elucidar é que embora haja um respaldo científico, a realidade do objeto foi alterada? Podemos condicionar a realidade a partir da nossa própria ótica de mundo?  

Em outro exemplo, se observarmos a rua onde residimos, por meio de uma janela de vidro, e o vidro estiver sujo, a realidade estará alterada ou a ótica de observação? Pois, sabemos que um fato, ou uma verdade não tende a ser alterado nessas circunstâncias. Da mesma forma, a bíblia e sua interpretação não poderão ser sujeitadas às vontades humanas.   

‘’Foi Deus quem nos deu a capacidade de raciocinar e de analisar logicamente as coisas. Entretanto, o racionalismo esqueceu-se de que a razão do homem está corrompida pelo pecado. ‘’ (Augustus Nicodemus – A Bíblia e Seus Intérpretes: Uma Breve História da Interpretação) 

Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher, um teólogo e filólogo, considerado o pai do Cristianismo Liberal, criou uma vertente chamada Teológica-Psicológica que coloca na religião os sentimentos em primeiro lugar, a fé as obras como quesitos secundários e palavras-chave do evangelho ganham outras conotações.  

O Pós-Modernismo dialoga ou busca aspectos das abordagens de Schleiermacher. A relativização das Escrituras possibilitou algumas correntes, ou hermenêuticas que visam priorizar emoções, o bem-estar do indíviduo (mesmo que isso fira a palavra de Deus), gerando impactos no meio cristão, tais como: 

1. Pluralidade da Verdade (verdade relativizada); 

2. Ecumenismo (unidade de todas as igrejas cristãs, ou de distintas religiões em prol de uma busca divina); 

3. Politicamente Correto (é o sujeito ou adequação da linguagem de modo não estereotipado, seguindo as pluralidades ou normas da sociedade);

4. Teologia Inclusiva ou Teologia Gay (Interpretação bíblica que inclui a aceitação da homoafetividade na igreja);

5. Hermenêutica Feminista (a interpretação com foco na mulher, ou a interpretação que acredita que a bíblia é um escrito patriarcal e machista). 

 Além dos impactos supracitados, é possível constatar ensinos, cada vez mais frequentes, mencionando que:

– Todas as religiões levam o homem a Deus; 

– Deus é apenas amor (exclusão da Sua justiça); 

– A igreja é um instrumento de controle social, logo, sua representatividade, influência e legado histórico devem ser anulados, ou questionados tendenciosamente ou pejorativamente; 

– A bíblia é apresentada como um objeto falível (rejeição da Autoridade e Inspiração Divina); 

– As doutrinas, dogmas e observâncias não são vistas como essenciais ao exercício da fé; o que deve ser ensinado de geração a geração é apenas o ensino moral, não os dogmas, os ritos e os preceitos.   

O que fazer neste mundo quebrado? Como subsistir? Como não negociar a verdade? 

A compreensão e internalização do versículo supracitado de João 14:6 é uma chave hermenêutica para um cristão. Devemos rejeitar todo ensino que burle as Escrituras. Os valores, os ensinos, os dogmas, permanecem e devem ser aplicados a todos os povos, épocas e idades. Temos travado lutas ideológicas, a mente passou a ser um campo de batalha. Lembre-se de não negociar a Verdade. Tenho levado comigo algo que um dos meus pastores, Alan Rodrigo, citou há dias atrás: ‘’ As pessoas no mundo não abrem mão daquilo que elas acreditam, por que nós (cristãos) que temos que negociar? ’’ 

Vale ressaltar que a fé pode dialogar com a ciência e com a razão. Há muitas, eu diria que até infinitas razões para crer, mas a fé independe disso (Hebreus 11:1). Se algum pensamento, corrente ou ideologia querer militar contra os ensinamentos de Deus, lembre que: 

 ‘’ Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo’’ (2 Coríntios 10:4-6) 

‘’Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscênciase desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. ’’ (2 Timóteo 4:3-5) 

Em Cristo, Lariane. 

 

Referência bibliográfica:

A Bíblia e seus intérpretes- uma breve história da Interpretação/ Augustus Nicodemus Lopes – São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004. 

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