Mercadores da Fé: Um Câncer na Igreja

Autor: Marco Cicco

Não é nada fácil lidar com a realidade de nossos dias, principalmente se tratando do Mercado da Fé escancarado e presente em grande parte das denominações tidas como “evangélicas.” A Teologia da Prosperidade (que nem pode ser chamada de Teologia) tomou proporções absurdas a tal ponto que grande parte dos frequentadores de tais denominações acreditarem que a obra da Cruz de Cristo tem como objetivo gerar uma multidão de ricos, e/ou pessoas que não enfrentem em suas vidas nenhum tipo de problema financeiro e afins.

A mensagem central do Evangelho, como podemos ler no Evangelho de Mateus, foi deixada de lado há muito tempo:

“E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. ” Mateus 3:1, 2

A impressão que tenho é que esses versículos não podem ser proferidos em certas denominações, pois a centralidade do Evangelho não é a prioridade das mesmas. A grande realidade é que se pregassem as verdades do Reino de Deus, muito provavelmente não teriam a vida confortável que tem, pois não teriam argumentos para fazer da igreja um comércio aberto.

Diante disso, temos o cenário do criticismo absurdo que se manifesta, principalmente em redes sociais, e em poucos ambientes externos, aonde a tônica da pregação é exclusivamente dedicada a criticar os erros. Como se a crítica em si mesmo fosse a solução destes casos. Pelo óbvio, sabemos que criticar sem oferecer uma resposta ou solução honesta, torna-se improdutivo.

Neste ponto, surge em nossa realidade uma pergunta que deve ser respondida com honestidade: Como devemos agir diante dos mercadores da fé? Como devemos lidar com os mercenários que só querem dinheiro?

A Bíblia nos apresenta uma solução:

“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. ” (1 Coríntios 11:19)

CLARAMENTE, a Palavra nos ensina acerca de um posicionamento real diante das mentiras ditas “em Nome do Evangelho”.

A questão está justamente no nosso posicionamento, que não pode ser permissivo, e tampouco impiedoso. Ouço muitos dizendo que “vão orar” por estes mercadores, mas se esquecem que eles têm ensinado a mentira para muitos outros. E, como podemos concluir do texto, omissão não condiz com quem realmente luta pelo Evangelho de Cristo.

Portanto, proponho alguns pontos, os quais entendo que são importantes para nossa reflexão e meditação, e para que possamos ser cristãos autênticos ao lidar com esses fatos.

Consideremos:

  1. Resposta Sólida: Claro que devemos ter em mente que uma atitude prática se faz necessária e a nossa resposta sólida deve ser A PALAVRA DE DEUS. Quanto mais pregarmos o verdadeiro Evangelho de Cristo, quanto mais ensinarmos o verdadeiro caminho, menos espaço os mercadores da fé terão. Aliás, é uma triste constatação que se o povo de Cristo se dedicasse ao estudo sistemático das Escrituras, os tais mercadores não teriam a publicidade e alcance que tem. Portanto, que sejamos verdadeiros bereianos, que buscam na Palavra a Verdade absoluta e inerrante contida no Evangelho.
  2. Orar não significa fechar os olhos para o problema: como Cristão, é evidente que a oração faz parte de nosso cotidiano e que é necessária para todas as circunstâncias. Porém, orar, sem encarar a realidade dos fatos, ou simplesmente utilizar da oração como meio de omissão não me parece ser uma postura de um cristão autêntico. Quanto mais discernimento e senso de realidade nós tivermos deste cenário, melhor é para refutarmos as mentiras dos enganadores, bem como discernir a real necessidade da pregação do Evangelho Genuíno.
  3. Não devemos negociar os valores do Evangelho: muitos fazem a famigerada “vista grossa” a título de “ser irmão em Cristo” e que devemos “amar o próximo como a nós mesmos”. Claro que sei que devemos amar os irmãos, e em nenhum momento faço apologia e nenhum tipo de ódio. Só que há um abismo de diferenças e proporções entre amar um irmão e concordar com todos os seus atos. Honestamente falando, acredito que falta amor quando não corrigimos e não confrontamos o erro doutrinário e quando constatamos a perversão dos valores do Evangelho. E, em se tratando dos valores do Evangelho, não devem existir margens para tolerâncias em face das mentiras. Acima de qualquer coisa, a VERDADE do Evangelho deve ser preservada, ensinada e defendida.

 

Portanto, irmãos, oro e peço, encarecidamente que sejamos maduros para lidar com essa triste realidade, mas principalmente, que tenhamos coragem e caráter para pregarmos o Evangelho de Cristo, mesmo sabendo das dificuldades que estão ao nosso redor.

A Igreja de nossos dias precisa destes irmãos fiéis, que prezam pelo Evangelho de Cristo, acima de todas as coisas.

Por fim, deixo como meditação uma frase que li há mais de 15 anos, e que desde então nunca mais saiu de meu coração:

“O verdadeiro pastor tem duas vozes: uma para chamar as ovelhas e outra para espantar os lobos devoradores. ” (João Calvino)

 

Que o Senhor Vos Abençoe.

Pr. Marco Cicco

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