O Cristão deve Guardar o Sábado?

É uma dúvida recorrente e comum em nossos dias, e que é também propagada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Porém, uma leitura bíblica com discernimento e análise, deixará claro se de fato o cristão deve ou não guardar o sábado.

Comecemos lendo Colossenses:

“Portanto, ninguém tem o direito de vos julgar pelo que comeis, ou pelo que bebeis, ou ainda com relação a alguma festa religiosa, celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Esses rituais são apenas sombra do que haveria de vir; a realidade, todavia, encontra-se em Cristo.“

(Colossenses 2: 16-17 KJV)

Compreendendo o contexto desses versículos, já conseguimos entender que guardar o sábado não era mandamento para os Cristãos. Também deixa claro que não há problemas a quem deseja fazê-lo, porém, o fato do cristão ter liberdade para guardar o Sábado, se assim desejar, não há nenhum respaldo bíblico para acusar quem não o faz.

Quando lemos o livros de Atos dos Apóstolos, podemos notar que grande parte dos novos convertidos eram judeus. E a partir do momento que gentios começaram a se converter também surgiu um ponto de dúvida: em relação a Lei de Moisés, quais eram as leis que ainda deveriam ser observadas, e também ensinadas aos novos convertidos? Uma dúvida razoável e relevante para o período da Igreja Primitiva.

Em Atos 15, podemos ler o parecer dos Apóstolos acerca desse assunto:

“Portanto, julgo que não se deve constranger aqueles que dentre os gentios se convertem a Deus,  todavia, escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da imoralidade, da carne de animais sufocados e do sangue.”

(Atos 15 : 19-20)

Se o Sábado fosse mandamento, ou algo de importância relevante para os Cristãos, não tenho a menor dúvida de que ele seria mencionado neste momento como um mandamento ou ponto a ser observado. Mas não foi. Ou seja, ficou claro, que guardar o sábado não era prioridade a título de mandamento da Igreja Primitiva.

Os Adventistas questionam o fato de que sábado era o dia da comunhão.  Porém, lendo o livro de Atos, podemos ver que os Cristão partilhavam da comunhão diariamente (Veja Atos 2: 46 – 47). Havia um hábito de comunhão no primeiro dia da semana como vemos em Atos 20: 7, primeiro dia este que é o Domingo, e não sábado.

Tratar então o dia do sábado como dia do Senhor em termos de literalidade é um equívoco. Ainda mais para aqueles que tem o péssimo hábito de acusar quem não o faz.

Muitos que defendem que o Sábado deve ser guardado apoiam sua teoria em Êxodo 20:11, bem como Gênesis 2:3 que foi o dia que o Senhor descansou após ter criado o mundo.

Porém, o mesmo livro de Êxodo, no capítulo 31: 16 e 17, e em diversos outros versículos, deixa claro que o Sabbath (Sábado) era uma sinal entre Deus e o povo de Israel exclusivamente, e obviamente, isso não vigora para os cristãos do Novo Testamento até os dias de hoje.

A prática de guardar o sábado a título de mandamento foi estabelecida para Israel, mas não é um mandamento para a Igreja de Cristo.

Claramente que não é um pecado quem assim desejar fazer. Mas como cristãos, não temos uma obrigação de realizar tal prática. Estava na Lei do Velho Testamento , da qual estamos resgatados mediante Cristo:

“Todavia, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.”

(Gálatas 4: 4 – 5)

 

Após tudo isso, naturalmente, vem à mente a seguinte pergunta: Mas e o Dia do Senhor?

O Dia do Senhor aparece em diversos outros contextos, tanto no Velho Testamento quanto no Novo.  Das dezenove vezes que o termo “dia do Senhor” aparece no Velho Testamento podemos identificar, em cada uma das passagens, o seu contexto, que giram em torno de uma expectativa de julgamento, proximidade, cumprimentos de julgamentos distantes e próximos.

Assim como acontece no Novo Testamento, podemos ler os contextos das passagens com clareza. Especificamente em Apocalipse 1:10:

“Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta”.

Coloca em evidência que um dia da semana era observado para ser dedicado a Deus, neste texto citado, pelo Apóstolo João. Diversos documentos históricos da Igreja Primitiva (Ensinos dos Apóstolos, Escritos de Melito de Sardes, Epístola de Inácio, Clemente de Alexandria, etc.) apontam que este “dia do Senhor” se tratava do primeiro dia da semana, a saber, o domingo.

Claramente isto não irá doutrinar que domingo seria o dia literal para guardar, mas a nós cristãos, é válido observar que um dia da semana era dedicado ao Senhor, e de forma semelhante, que possamos guardar esse princípio com sabedoria e discernimento.

Soli Deo Gloria

Marco Aurélio Cicco

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