Os Perigos da Hermenêutica Feminista

A hermenêutica é o estudo da interpretação, a hermenêutica feminista é a interpretação que o grupo ou coletivo feminista faz das Escrituras. Algumas feministas que não necessariamente congregam, ou outras que congregam, ou que romperam com a igreja por diversos motivos, tendem a questionar a autoridade da bíblia, rejeitar algumas partes ou tentam condicionar as Escrituras ao seu gênero.

Eis um erro crasso, pois, quando a interpretação bíblica é retirada do seu contexto e passa a ser condicionada à subjetividade humana para manutenção de uma ótica, isso se revela uma heresia, pois houve um deslocamento de sentido textual para atingir uma finalidade que visa sujeitar a palavra de Deus, sendo que toda frase, cada capítulo e cada livro possui igual autoridade e formam uma unidade indissociativa.

Dentre os perigos da interpretação feminista estão:
Recusa da submissão – O mesmo Paulo que escreveu para que as mulheres fossem submissas ao homem, escreveu para que os homens cuidassem das mulheres como Cristo amou a igreja, se entregando e dando a vida por ela. O Cristianismo é religião que mais protege a mulher, que falava sobre papéis diferentes, e que não fomenta qualquer situação desumana.

Questionam o gênero de Deus – Deus não tem gênero, Ele é Espírito. As feministas que ‘’interpretam’’ a bíblia querem uma linguagem inclusiva, ou seja, querem redefinir ou extrair um sentido na escrita bíblia para favorecer o gênero feminino, acreditando que o sexo masculino é tratado com supremacia biblicamente. A bíblia possui figuras de linguagem, e nisso essa ótica se apega, para tentar definir o gênero de Deus de outra forma (Cristo como videira João 15.1, Deus como uma mãe-pássaro Rt 2.12; Sl 17.8; Mt 23.37, ou como uma mãe-ursa Os 13.8 e como uma mãe que consola seus filhos Is 66.13). Embora Deus não tenha gênero, vemos a predominância do uso dos pronomes pessoais referindo-se ao masculino: Ele, D’Ele, N’Ele, e, Ele se revelou a nós como Pai e isso é uma parte indiscutível da doutrina cristã, pois somos seus filhos.

Veem a bíblia como um escrito ‘’patriarcal e opressor’’ – Os termos entre aspas são característicos de seus discursos; patriarcal porque mantém um modelo familiar com um chefe de família e opressor porque acreditam que a Escritura é apenas um instrumento de controle social. Em Juízes 19:1-30, uma passagem que descreve o estupro e uma barbaridade cometida à concubina de um levita, a respeito desta passagem, observe a interpretação feminista:

‘’Essa história descreve os horrores do poder, brutalidade e triunfalismo masculino; da impotência feminina, do abuso sexual e aniquilamento da mulher… o elenco de personagens é predominantemente masculino… todos os homens falam, mas as mulheres não dizem nada… Nossa tarefa é fazer a jornada ao lado da concubina; ser sua companheira na empreitada literária e hermenêutica… Ela está sozinha num mundo de homens. Nem as demais personagens e nem o narrador reconhecem sua humanidade.’’ (Textos de Terror: leituras literárias feministas de narrativas bíblicas – Citado em A Bíblia e Seus Intérpretes Uma Breve História da Interpretação).

Observem que a intérprete usa a bíblia de modo arbitrário, acreditando que o escrito é uma manifestação lícita entre o povo de Deus. É muito comum encontrar desonestidade intelectual em interpretações arbitrárias. O texto de juízes não visa fomentar esse comportamento, mas apenas narrar. Na sequência bíblia, no capítulo 20 de juízes, foi narrado que os israelitas vingaram o ultraje feito ao levita, pois não se admitia esse fato social em Israel; por causa desse acontecimento uma guerra aconteceu. Não encontramos nas Escrituras nenhum homem de Deus que foi casado e fez sexo com sua mulher à força, que a violou ou que tenha endossado a violência verbal.

São embasadas no Marxismo Cultural – Ou seja, tratam a Escritura como um local discursivo para uma luta de classes. A bíblia respeita a singularidade de cada gênero, mas visa o bem de todos de igual modo. Um homem lutar para adquirir para si o termo ‘’maternidade’’ seria impróprio da mesma forma.

Por fim, é possível constatar que, às vezes, dentro das igrejas não há grupos aparentemente fundamentados no feminismo, mas é possível perceber que cada vez mais temas cristãos, ofícios, o ordenamento escrituralístico e principalmente a obediência estão cada vez mais presentes, por causa da influência dessa pauta.

’’Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo’’ (2 Coríntios 10:4-6)
‘’Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. ’’ (2 Timóteo 4:3-5)

 

Referências:
¬ A Bíblia e seus intérpretes- uma breve história da Interpretação/ Augustus Nicodemus Lopes – São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004.

¬ Posso chamar Deus de mãe? Por Franklin Ferreira e Alan Myatt. Disponível em: http://tuporem.org.br/podemos-chamar-deus-de-mae/¬

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