Ouvir

“Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. Então, lhes disse: Atentai no que ouvis. Com a medida com que tiverdes medido vos medirão também, e ainda se vos acrescentará.
Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” (Mc.4:23-25)

Alguém já disse que “faltam ouvidos no mercado”. Quer dizer, as pessoas querem e necessitam falar sobre suas vidas, mas não há que as escute de verdade. Então, precisamos abrir os ouvidos para escutar atentamente. Mas, quem?
Em primeiro lugar, precisamos ouvir os outros, não para julgar, mas como gesto de amor. Não é possível que continuemos vendo e ouvindo tantos vídeos e áudios no
celular, sem prestar atenção a quem vive do nosso lado. Maridos e esposas precisam se ouvir mutuamente, pais e filhos igualmente. Ou será que vamos continuar fazendo
como a maioria, abertos para os de fora e surdos com os de dentro? É preciso ouvir as crianças e os idosos. Uma verdadeira revolução no tratamento da psique humana,
começou quando Freud resolveu ouvir atentamente seus pacientes. Passava horas a fio escutando-os, para tentar entender seus sonhos, suas angústias, seus traumas.
Em segundo lugar, precisamos ouvir a vida. Porque, há uma lei: “Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Mc.4:25).
Na vida, quanto mais nos dedicamos a alguma coisa, mais nos tornamos capazes de prosperar. Um atleta, quanto mais treina, mais capaz ele se torna de superar obstáculos. Um estudante, um músico, um operário, uma cientista, uma costureira, uma médica, também se enquadram nessa lei. Por outro lado, aqueles que não tem disposição para ir adiante, talvez sendo relapsos ou se deixando paralisar por circunstâncias externas, estacionam, e acabam por perder aquilo que haviam conquistado.
Em terceiro lugar, é preciso ouvir a Deus. “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho…” (Hb.1:1,2). E continua falando. O problema, é que estamos
distraídos com muitas vozes. Vozes loucas, fúteis, malignas, amedrontadoras; outras atraentes, mansas, aveludadas, mas igualmente perigosas. Há vozes boas, claro, mas
nenhuma se iguala à voz amorosa do Pai: “Este é o meu Filho amado…”. (Mt.3:17).
Por isso, “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Ap.2:29)
Os seus ouvidos estão abertos para ouvir os outros com amor? Estão atentos para ouvir a vida? Como diz minha neta “…vive a vida, vô.” E finalmente, estão priorizando ouvir a voz do Pai?

Rev. Joel Vieira da Silva

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