A Pedagogia de Jesus (Parte I)

A função docente da Igreja

A existência da educação cristã como um campo específico de estudo e ação na Igreja, se baseia no pressuposto de que a Igreja de Jesus Cristo tem, por necessidade, uma função docente. A Igreja deve ensinar tanto como praticar ou, do contrário, não será Igreja. A responsabilidade pelo ensino cai sobre toda a Igreja, apesar de apenas alguns membros assumirem tal área específica, a atenção deveria ser a mesma que é dada à prática da evangelização e à observância,e à prática dos sacramentos, por exemplo. O ensino é parte essencial da Igreja e quando esta função docente é deixada de lado, descuidada, perde-se algo que é essencial e indispensável à sua natureza.[1]

“Ninguém esteve melhor preparado, e ninguém se mostrou mais idôneo para ensinar do que Jesus. No que toca às qualificações, bem como noutros mais respeitos, Jesus foi o mestre ideal. Isto é verdade tanto visto do ângulo divino como do humano. No sentido mais profundo, Jesus foi ‘um mestre vindo da parte de Deus’. Muitos elementos contribuíram para prepará-lo eficientemente para o magistério. Alguns elementos eram meramente humanos; outros, divinos; alguns lhe eram inerentes, e outros, ele os desenvolveu. Quando os consideramos, nos sentimos estimulados e inspirados para cumprir nossa tarefa de professor”[2]

A partir desta explanação, a Pedagogia de Jesus será vista e apresentada, observando alguns princípios fundamentais.

O ensino nos tempos de Jesus

O método de educação planejado para o povo de Deus centrava-se na família e esta deveria estar baseada na transmissão dos ensinos de Deus, geração após geração, basicamente na forma oral.

É importante lembrar que para o povo de Israel tudo girava em torno da religião e a ela estava ligada, nada era feito, até os serviços mais comuns, sem o senso da religião. Durante vários períodos de guerra e exílio, o povo de Israel foi enfraquecido culturalmente, ao misturarem-se com outros povos, culturas e religiões, perdendo muitas vezes a sua própria identidade como povo.

Já durante e após o exílio Babilônico nasceu a preocupação por parte dos líderes de Israel em que o seu povo voltasse a ser um povo separado e distinto dos demais, e para isso um fortalecimento cultural se via necessário.

Nesta época de exílio e libertação, foram criadas as Sinagogas, lugares que serviriam como casa de reunião para adoração a Deus, na falta do Templo, nestas casas ou em algum cômodo, seriam criadas modestas escolas que serviriam para fortalecer a religião e a língua, que estavam sendo esquecidas.

Estas escolas era uma das instituições que uma cidade era obrigada a manter, o ensino nestas “escolas” era dividido em primário, secundário e superior. Vejamos as características de cada uma delas:

Escola Primária: Nela se aprendia a ler o Hebraico e reconhecer as versões mais simples dos textos sagrados em Aramaico;

Escola secundária e ensino superior: Nesta fase o aluno reforçava aquilo que aprendera através da repetição e da memorização, a escrita era uma atividade profissional, não sendo necessariamente estudada junto com a leitura, mas em alguns casos era utilizada como recurso mnemônico. Era nesta fase que se iniciava o ensino superior, onde o aluno estudaria a Torá, com os mestres da lei, aprendendo assim, a sua linha de interpretação das escrituras, até finalmente, tornarem-se fundadores de suas próprias interpretações.

Um menino judeu começava a frequentar a escola aos seis anos e estudava as escrituras até os dez, começando pelo Levítico. Passava pela Lei, a história, os profetas e a poesia, recebendo assim a instrução religiosa e moral e acostumando-se com os ritos e cerimônias do seu povo. Dos dez aos quinze anos, estudava as interpretações orais da lei. Neste período, aos treze, tornava-se “filho da lei” e membro responsável da congregação da sinagoga.

Jesus não tomou parte nestas escolas, que haviam se tornado um ambiente de busca por tradições e regras, onde seus mestres davam maior valor aos rituais e sobrecarregavam a mente de matérias sem valor ao aluno.

O menino Jesus não se instruía nas escolas das sinagogas. Sua mãe foi seu primeiro mestre humano. Dos lábios dela e dos rolos dos profetas, aprendeu as coisas celestiais. Ao avançar da infância para a juventude, não procurou as escolas dos rabis. Não necessitada da educação obtida de tais fontes, pois Deus lhe servia de instrutor.

Assim Jesus recebeu a sua formação e ao passar a ensinar distanciou-se dos demais mestres de Israel, não necessitava se apoiar sobre pensamentos e citar outros mestres, como assim faziam para embasar seu pensamento, somente as escrituras eram sua fonte de autoridade[3].

 

 

[1] El Ministerio Docente de La Iglesa – Um estúdio de los princípios básicos de La Educación Cristina – James D. Smart – Ed. Methopress – Buenos Aires – Argentina – pg.21

[2] A Pedagogia de Jesus – O mestre por excelência – 3ª Ed.Juerp – Price, J. M Trad. Ver. W. Wey –  pg. 6

[3] A Pedagogia de Jesus – Enzo Almeida

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