A Pedagogia de Jesus (parte III).

O Conhecimento das Escrituras

Outra coisa essencial num professor é o conhecimento das Escrituras, porque este é o primeiro material que vai usar. Jesus se mostrou perfeitamente qualificado neste particular. Prova-o episódio de Sua tentação, quando enfrentou os esforços do diabo, que pretendia confundi-lo com citações das Escrituras (Mat. 4:1-11). Prova-o a conversa na estrada de Emaús, quando Jesus explicou os ensinos das Escrituras relativos à sua Pessoa (Luc. 24:27). No decorrer do seu ministério, Jesus citou passagens de pelo menos vinte livros do Velho Testamento e mostrou estar perfeitamente familiarizado com o conteúdo dele. De fato, ele o conhecia tão bem que chegou mesmo a contrastar sua precariedade com a inteireza daquilo que ele ensinava (Mat. 5:17-48). Jesus não só conhecia as Escrituras, como também as assimilou de tal modo que as podia aplicar livre e perfeitamente às necessidades e ocorrências do dia.

Compreensão da Natureza Humana

Ao lado do conhecimento das Escrituras, é coisa igualmente importante a compreensão da natureza humana. Na verdade, é esta uma qualificação muitíssimo necessária ao professor, porque não se pode aplicar a Bíblia à vida a não ser que se compreenda bem o aluno e suas necessidades. Todo aquele que lida com a natureza humana deve conhecer alguma coisa a esse respeito. Assim como o médico precisa diagnosticar antes de receitar qualquer remédio também o professor precisa compreender a vida humana e seus problemas, para depois aplicar o remédio escriturístico. Em última análise, estamos ensinando pessoas, e não a Bíblia. As próprias Escrituras foram dadas para ensinar, corrigir e disciplinar para que o homem de Deus seja completo (II Tm. 3:17). Importa, pois, e muito, que o mestre de religião compreenda as pessoas com quem vai lidar.

Domínio da Arte

Não afirmamos aqui que Jesus consciente e propositadamente estudasse os métodos e processos de ensino, e deliberadamente buscasse segui-los. É possível que sim, mas provavelmente assim não fez. Admitimos que ele tivesse uma soma de conhecimentos que perfeitamente o habilitava para a tarefa de mestre. Intuitivamente, ou por assimilação, foi um mestre, um técnico, em métodos de ensino. Ele não anunciou propriamente nenhum princípio psicológico especial, nenhuma teoria de educação, nenhuma prática pedagógica; não obstante, ele mostrou conhecer perfeitamente todos os seus elementos principais e os usou de maneira mais que eficiente. Empregou métodos com perfeita liberdade e eficiência. Parece até que os descobria e aplicava de modo natural. Com a inteireza de suas fontes e recursos, aproveitou bem todas as oportunidades de ensinar, e empregou sempre, e para cada caso, o método justo e adequado. Distinguiu-se e adiantou-se tanto dos mais mestres deste mundo. Os maiores mestres de nossa era ainda não se puseram em dia com Jesus. Sempre temos algo a aprender com ele.

Conclusão.

Quando olhamos para Jesus, e o vemos à luz de sua perfeita personalidade, do seu espírito de servir, de sua confiança no ensino, do seu conhecimento das Escrituras e da humanidade, do seu domínio dos métodos e processos de ensino, concluímos que ele foi o mestre melhor qualificado que o mundo já conheceu. Ele foi de fato “o Mestre dos mestres”, ou “o Mestre Magistral”.
“Jesus é mais do que o Mestre Mor. Ele é o Mestre Incomparável.”
“Qualquer pedra de beira de estrada, qualquer tripeça tomada por empréstimo a um tugúrio, sentando-se Jesus aí, transforma-se num trono de autoridade e sabedoria universal, invejado por soberanos e pontífices.” Jesus é o nosso modelo incomparável, e sempre temos o que aprender com seus métodos e mensagens. Como disse Marta: “O Mestre está aí” (João 11:28). Ao contrário dos mestres religiosos do seu tempo, Jesus ensinou com sua própria autoridade. Não ensinou como os escribas, que repetiam e citavam dizeres de outros. Jesus falou movido pela consciente paixão da verdade que fervilhava no seu íntimo.

BIBLIOGRAFIA
1. STRECK, Danilo – Correntes Pedagógicas. Aproximações com a Teologia. Ed. Vozes – 1994
2. SMART D. James – El Ministerio Docente de La Iglesia – Ed.Methopress Buenos Aires – Argentina – 1963.
3. PRICE, J.M – A Pedagogia de Jesus; O mestre por excelência – Trad. Ver. Wlademar W. Wey – 3ª Ed. Rio de Janeiro – Juerp – 1980.
4. Almeida, Enzo – A Pedagogia de Jesus.

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