Quando Vier O Que É Perfeito 

 

“[…] quando, no entanto, chegar o que é perfeito, o que é imperfeito será extinto”. 1Co 13:10

 

Em um mundo onde o estrelado é tão cobiçado, não raramente, somos testemunhas da gana que muitos têm em ser expostos na vitrine como alguém importante. Todos querem garantir seu “lugar ao sol”, onde tudo gire em torno de si, podendo ser alvos dos olhares de admiração e prestígio. Todos desejam ser o galã das novelas, ou a atriz do filme mais assistido dos últimos meses. Todavia, tudo isso parece ser interpretado pelas Escrituras como sendo algo extremamente corriqueiro ou passageiro, algo que não vale a pena investir esforço, pois no final das contas, tudo isso se perderá. O próprio Senhor Jesus disse: “que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Marcos 8:36.

São bastante conhecidas no meio cristão as dificuldades que o apóstolo Paulo enfrentou na igreja de Corinto com relação aos dons espirituais. Ele dedica três capítulos de sua primeira carta para tratar exclusivamente desse tema, fora as citações que ele faz, em outros lugares da mesma carta, adicionando exortações a outros assuntos que eram demasiadamente pertinentes devido à situação da igreja. A leitura dos capítulos de 12 a 14 demonstra que muitos irmãos que foram agraciados com algum dom espiritual estavam começando a se ensoberbecer com eles, se achando melhores do que os outros, e logo, algo que lhes foi concedido para a edificação da igreja, estava sendo usado como artifício para alimentar o ego enorme dos cristãos desta igreja.

Depois de uma análise sobre a relação dos dons (12:4-10), e também de discorrer sobre a importância da unidade no corpo de Cristo, seu funcionamento em conjunto e sua harmonia entre cada um dos membros que o compõem (12: 12-31), Paulo agora escreve o capítulo 13 tentando trazer à consciência dos irmãos algo que excede o entendimento de homens carnais, que estão presos apenas aos rudimentos de uma vida seca e vazia, que apenas desejam arrazoar entre si sobre quem é o melhor.

Após ter mencionado que o Espírito Santo distribui os dons conforme sua vontade e do modo que lhe parece melhor aproveitável, querendo mostrar aos integrantes daquela igreja que ter um dom não é uma questão de vanglória, mas sim de Cristo cuidar de sua igreja edificando-a através da operação graciosa do seu Espírito, o apóstolo deseja conduzir os irmãos por um caminho mais excelente (13:1); o caminho do amor.

Sem esforço algum é possível perceber que Paulo quer fazer com que a igreja de Corinto perceba que, sem amor, tudo é nada, qualquer gesto por mais nobre que pareça, qualquer ação por mais caridosa que se diga ser, não passa de algo feito sem qualquer relevância (13:1-3), pois é exatamente esse amor que faz a ponte com o indivíduo (o temporal), e com Cristo (o eterno). Toda a sua perspectiva está fundamentada na ação que Cristo realizará no futuro tão aguardado por todos aqueles que vivem para a eternidade. A argumentação de Paulo é muito simples, mas avassaladoramente estonteante, pois aponta para a consumação dos séculos onde finalmente, todos os eleitos de Deus serão reunidos, de todas as partes do mundo, e estarão com o Cristo o Rei, vivendo na plenitude da benção que será estar em estado perfeito, tendo sido revestidos de toda incorruptibilidade, agora podendo desfrutar de toda a graça que Jesus proporcionará para que experimentem para todo o sempre.

Paulo demonstra o caráter do amor, como ele é manifesto através de nossas atitudes. Ele enfatiza que o amor não volta os olhares para si, com o intuito de averiguar onde se é melhor para que disso se tire vantagens sobre outrem, mas torna-se para os outros, estendendo-lhes a mão de auxílio. Ele menciona que o amor, é paciente, pois antes de se enfurecer carregado de um orgulho ferido, ou de um senso de auto justificação, ele compreende que o próximo é tão pecador quanto ele mesmo, então se porta com clemência e misericórdia. O amor é sempre justo e integro, pois, não retira sua felicidade da desgraça que pode assolar o outro, entretanto, age honestamente para que através da verdade possa ser a luz do mundo e sal da terra, um exemplo que outros poderão seguir com o fim de que encontrem a paz, glorificando o Pai que está nos céus, pois somente Ele poderia proporcionar que homens tão pequenos quanto nós, possam agir com graça e bondade para com outros. Tudo suporta; mesmo injúrias e falácias, que claramente se levantaram para o derrubar, sem que tenha havido qualquer motivo para isso. Tudo crê; confia que nos final das contas, tudo está patente diante do Criador, que governa o universo com sua poderosa mão, e que por certo, o guardará de todo mal, mesmo que a morte venha, Ele o levará a salvo para o Seu reino celestial, e com isso espera ansiosamente seu retorno, com vívida esperança, pois aquele que disse “certamente venho sem demora”, é poderoso para cumprir a sua promessa.

Depois de demonstrar enfaticamente que o amor é o mais excelente caminho que um homem pode trilhar, ele ataca incisivamente o orgulho dos irmãos, revelando que os dons um dia não serão mais necessários. As profecias (como as que existiam na igreja de Corinto) deixarão de existir e de serem necessárias, pois agora todo o objeto da revelação estará diante de nós. Toda a informação que o Espírito escreveu nas Sagradas Letras, usando os homens santos de outrora, atingirão a sua completude quando o Perfeito vier. Não será mais necessário o uso de homens específicos que transmitam profecias que elucidem a vontade do Criador, pois o próprio falará conosco face a face.As línguas também terão fim, pois todo o povo de Deus será reunido, de todas as partes do mundo, em um único reino, o Reino de Cristo. Todos os povos, nações, e tribos, em uma só voz darão glórias, honras e cantarão louvores ao Cordeiro de Deus que agora crava a bandeira do seu reino neste mundo, restaurando a sua criação para a glória do seu nome.

E por fim, o argumento de Paulo alcança seu clímax. Agora, eles conhecem em parte, eles têm uma visão ainda turva, por isso há tantas discordâncias, por essa razão, tantas contendas ainda se fazem presentes no corpo de Cristo, pois o pecado não foi de todo aniquilado, fazendo com que a imagem não seja nítida. Eles ainda agem como meninos, que são instigados a todo momento à competição e à disputa entre si, porém quando o Perfeito vier então tudo isso será extinto, o pecado será de uma vez para sempre aniquilado, e poderemos gozar de toda a paz e comunhão que Cristo nos oferecerá no seu reino.

Ele encerra enfatizando que apenas três permanecem até o momento, a fé, a esperança e o amor, mas afirma que dentre estes, sendo considerados maiores que todos os outros, o amor os supera. A palavra escrita no texto original para amor é “agápê” que é mais comumente traduzida por amor de Deus, com isso Paulo nos diz que como Deus é eterno, esse amor jamais passará.

Que todos nós como irmãos em Cristo, possamos desfrutar com sabedoria dos dons que o Espírito do Senhor nos dá graciosamente, para que por meio deles edifiquemos uns aos outros, mas sem esquecer que no final das contas, é o amor de Deus que nos une, e como Deus é amor e é eterno, estaremos eternamente ligados ao Senhor Jesus e uns aos outros por esse amor, quando vier o que é perfeito.

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