Unidade, Diversidade e Mutualidade

Autor: Vagner Freire

Unidade, diversidade e mutualidade: como assim?

Quando falamos em unidade, a primeira impressão que temos é que isso só é possível entre pessoas: do mesmo sexo, idade, nível cultural ou financeiro.

No entanto, verificamos que na igreja de Jesus é possível viver a unidade no meio da diversidade de: ministérios, dons, talentos, posição social, entre outras coisas.

1 Coríntios 12: 4-7 diz: “Ora, os dos são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim proveitoso.”

Portanto, as diversidades ou diferenças, que normalmente dividem e separam as pessoas, exercem, na Igreja, a possibilidade de crescimento, edificação e aperfeiçoamento. “Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo…” (Ef. 4.12)

De que maneira isso é possível? Ou seja: como preservar a unidade no meio da diversidade? Através da mutualidade, que significa: qualidade do que é mútuo, reciprocidade, troca. Quem exerce a mutualidade tem a capacidade e a nobreza de desejar e pedir a Deus para o seu irmão o “bem” que desejaria para si mesmo.

A mutualidade pode se expressar de várias maneiras, dentre as quais destaco:

Capacidade de honrar o próximo.

O apóstolo nos admoesta a esse respeito, ressaltando a necessidade de sabermos “preferir ao outro em honra…”

Ser honrado e valorizado é uma necessidade comum entre as pessoas “normais”, que buscam na relação esforço x reconhecimento o estímulo que precisam na continuidade de suas tarefas. No entanto, a capacidade de honrar ao próximo evidencia, não apenas a “grandeza do espírito”, como uma qualidade de caráter que certamente distingue algumas pessoas.

Em segundo lugar, a mutualidade pode ser exercida na medida em que somos “econômicos” e cautelosos em nossos julgamentos. É lamentável quando alguém usurpa de prerrogativas, que sequer possui, e se considera superior, a ponto de estabelecer seus próprios “tribunais”, de onde se julga, sentencia e “mata” relacionamentos e afetos, que deixam de existir a partir de atitudes assim.

A Bíblia nos alerta que é com a medida que julgamos que também seremos julgados. Por isso, não podemos agir com precipitação, antes, devemos exercer misericórdia e lembrar que também somos limitados e, muitas vezes, tendenciosos em nossos julgamentos. “Não julguem, para que voces não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês…” (Mt. 7.12)

E o que dizer da atitude de despojamento e renúncia, daqueles que se utilizam do servir, como estilo de vida? Certamente o exercício da mutualidade jamais poderia ser percebido sem esta “marca” na vida de alguém.

Servir está relacionado à disponibilidade e dedicação. Servir é ter a capacidade de pensar na necessidade do outro, percebendo-se sempre capaz de contribuir para o suprimento de algumas carências, sem medir esforços. Jesus é nosso maior exemplo de servo que a história nos confere. Por isso, equivocam-se aqueles que pensam terem entendido o evangelho se ainda não foram despertados para esta verdade.

Que as nossa maiores aspirações, enquanto discípulos de Cristo, estejam relacionados ao servir. “… Sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor”. (Gl. 5.13).

Finalmente quero destacar o perdão como forma de exercer a mutualidade. Este, em minha opinião, tem sido um dos temas mais desafiadores na área do relacionamento. Isso porque, perdoar também envolve renúncia e abnegação, e nós sabemos que as inclinações da natureza humana não se voltam para essas posturas com facilidade. Ressalto ainda a presença de um grande “mito” relacionado ao perdão que precisa ser vencido: “Perdoar é esquecer”. Errado! A possibilidade do perdão verdadeiro não está ligada ao esquecimento da mágoa sofrida e sim da cura das amarguras e ofensas, de maneira que, o reporte às lembranças, não traz qualquer ressentimento ou dor. Por isso, não peça a Deus o esquecimento do que você sofreu, e sim a cura definitiva das feridas que um dia foram abertas no seu coração.

Lembre-se: a falta de perdão pode trazer conseqüências físicas, emocionais e espirituais para a sua vida, por isso, não hesite, peça graça a Deus e perdoe!

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”.(Ef.4.32)

Que haja em nós disponibilidade, de alma e de coração, de preservarmos a unidade no meio da diversidade exercendo a mutualidade. Pense nisso!

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