A Vida de um Universitário

Autor: João Paulo Lima

Ao receber uma proposta de escrever um texto relatando a minha experiência como cristão e estudante universitário logo vi que estava diante de uma grande responsabilidade, isso porque, nas linhas que seguirão, irei dar voz a muitos cristãos que lidam diariamente com as intempéries do mundo acadêmico.

O primeiro fator a ser considerado são as pessoas que estudam com você. Diferente da escola bíblica, ou de um culto, o colega que está sentado ao seu lado pode não compartilhar da sua crença, e nesse sentido é bem certo que você será ou cercado de perguntas e questionamentos ou excluído das rodas de bate-papo, festinhas e coisas do tipo. Aqui não cabe o dito “os opostos se atraem”. Mas como cristãos somos chamados a orar pela vida dessas pessoas e pela convivência com elas. O cristianismo não propõe uma espécie de bolha social na qual você se manterá indiferente para com os outros, e justamente por isso aconselho que você busque, dentro de sua instituição de ensino, grupos ou associações de jovens que também são cristãos, pois eles já passaram por situações semelhantes e podem te ajudar a manter uma convivência saudável além de orientar a você a como falar de Jesus para seus colegas tendo em vista as características do público universitário.

Ainda falando sobre pessoas, é provável que você terá algum problema ou desconforto com a postura de seus professores em sala de aula. Querendo ou não, eles são hierarquicamente superiores a você e a relação entre você e eles será, na maioria das vezes, vertical. Isso implica obediência e respeito por nossa parte, mesmo quando eles apresentarem críticas ácidas ao cristianismo e aos cristãos. Mais uma vez, é nosso dever orar por eles e buscarmos por sabedoria, pois eles, os professores, estão há mais tempo no mundo acadêmico que você, e certamente já se depararam com outros alunos cristãos. Evite discussões acaloradas e desrespeitosas; não tente bancar o supercrente. Sobre isso, carrego sempre comigo o conselho do pastor Jonas Madureira, que como professor universitário está habituado às questões desse tipo. Em uma palestra proferida pelo mesmo, ele disse que não é sábio de nossa parte acreditar que em uma conversa ou debate, seja com colegas ou professores, iremos convertê-los num estalar de dedos. Pelo contrário, devemos esperar a rejeição dessas pessoas e orar sobre isso.

Outro grande desafio para um universitário cristão é estar imerso em um ambiente que preza pela racionalidade. Vale lembrar que, independente do curso que você fará, estará diante de todo um ensino calcado no método científico, em dados e pesquisas, estatísticas e etc. Sobretudo se você cursar alguma graduação na área de ciências humanas ou sociais, estará diante de pensadores e filosofias ateístas que influenciam inúmeras pessoas. Não relativize sua fé, por mais difícil que seja. É comum ver cristãos que abraçam uma cosmovisão contrária às Escrituras e que por isso acabam por se afastar, gradualmente, da presença do Senhor. Talvez soe contraditório o que irei falar, mas a faculdade é como fosse uma caverna: nada garante que ao entrar pela porta de uma sala de aula você terá todas as suas dúvidas respondidas. Antes de tudo, deixe que a Palavra lhe sirva como uma lanterna que irá te guiar por essa escuridão. É aqui, na universidade, que termos nossa inteligência humilhada diante da infinidade de perguntas e questionamentos. Portanto, tenha em mente que todo o conhecimento adquirido será para honra e glória de Deus.

Por fim, encerro lembrando a você de sempre olhar seus colegas e professores com amor. Talvez a sala de aula seja o maior campo missionário que o Senhor delegou a você. Não esqueça que antes de serem seus colegas de curso e professores, essas pessoas são almas.

Pela graça do Senhor, João Paulo.

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