O que Cremos

Subscrevemos a Confissão Batista de 1689 como nossos princípios e valores da fé, tendo em vista no que fomos persuadidos pela Palavra, embora reconhecemos outras confissões reformadas de inestimáveis notoriedades em toda a História da Igreja como documentos de fé submetidos a autoridade ímpar das Sagradas Escrituras, e que têm contribuído grandemente com todos os santos pertencentes a única Igreja santa, católica e universal.

A Declaração de Fé deste ministério tem por objetivo transmitir a todos os homens, quer sejam crentes em Cristo ou não, o entendimento do ministério e de seus fundadores em torno da Verdade revelada, tais princípios são inegociáveis de maneira que estamos totalmente cativos à Palavra de Deus. Todos os nossos trabalhos obedecem rigorosamente as afirmações presentes neste documento. Salientamos que, embora possamos ter leves divergimentos teológicos com outros irmãos, isso não nos é óbice de estarmos em comunhão, confirmando nossa fé comum.

Para um entendimento mais completo em torno de nossos credos, basta consultar a Confissão de Fé Batista de 1689.

Cremos que as Sagradas Escrituras, composta pelo Antigo e Novo Testamento, são a Palavra de Deus, escritas por homens santos inspirados pelo Espírito do Altíssimo em suas línguas originais (hebraico e grego), preservados puros em todos os séculos pela providência divina. Elas são as únicas regras autoritativas de todo conhecimento, fé e obediência. As Escrituras são suficientes, contendo tudo o que se refere a vida e piedade para a salvação dos homens, visando exclusividade a glória de Deus, ao que nada, em qualquer, deve ser acrescentado ou retirado, seja por novas revelações do Espírito ou tradições dos homens. O entendimento das Escrituras Sagradas se dá pela iluminação interna do Santo Espírito, aplicando-se dos recursos providenciados por Deus em sua própria Palavra, isto é, a regra para se entender o texto bíblico é usar as próprias Escrituras.

Razões: Dt 4:1-2, Sl 12:6-7, Sl 100:5, Sl 119:160, Is 1:12, Is 8:20, Is 59:21, Mq 5:2, Mt 1:18-23, Mt 3:11-12, Mt 16:16, Mt 26:28, Mt 28:16, Lc 24:27, Jo 1:3, Jo 1:14, Jo 3:16, Jo 8:58, At 1:9, At 26:22, Rm 1:19-21, Rm 4:25, Rm 9:5, 1 Co 15:3-4, Gl 1:8-9, Gl 3:13, Gl 4:4, Cl 1:16-17, Cl 2:9, 1 Tm 2:5, 2 Tm 3:15-17, Hb 1:3, Hb 9:27, Hb 10:12, 1 Jo 3:5, 1 Jo 5:20, Ap 11:15, Ap 22:18-19.

Cremos na existência de um só Deus, vivo e verdadeiro, possuidor de toda glória, bondade e vida, subsistente em três Seres Divinos eternos: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Estes se revelam, nas Sagradas Escrituras, como sendo o único Deus que é infinito, imutável, absoluto, soberano, sábio, justo, santo, amoroso, misericordioso, onipresente, onisciente, onipotente, eterno e criador de todas as coisas que existem no Céu, na Terra ou de baixo da Terra.

Estes três Seres Divinos, Pai, Filho e Espírito, possuem distinções entre si em suas peculiaridades. Deus Pai gerou o Deus Filho provindo de sua mesma natureza, o qual é a expressão exata de seu Ser; Deus Filho é chamado de o Unigênito do Pai, não fora criado como as criaturas celestiais, humanas ou demoníacas, mas gerado por natureza desde a eternidade como o Filho; Deus Espírito procede do Pai e do Filho, de mesma natureza e glória, sendo o articulador de toda revelação divina. Não há nenhuma hierarquia entre Eles, mas uma voluntária submissão de dar glória um ao outro.

A doutrina da Trindade é o fundamento de toda a nossa comunhão com Deus, todo aquele que não crê nela, de forma alguma, tem parte para com a Verdade de Deus.

Razões: Ex 3:8, Dt 4:6, 1 Rs 8:27, Ne 9:6, Sl 2:7, Sl 139:7-11, Sl 119:68, Sl 148:13, Is 45:11, Mt 4:10, Mt 28:19, Jo 1:14, Jo 4:24, Jo 5:26, Jo 10:30, Jo 14:11, Jo 15:26, Jo 42:2, At 4:24, At 5:3-4, Rm 8:3, Rm 8:32 Rm 9:5, Rm 11:23, Rm 11:28, 1 Co 3:16-17, 1 Co 8:6, 2 Co 13:13-14, 2 Co 13:17-18, Gl 4:6, Ef 1:11, Fp 2:6, Hb 1:3, Hb 4:13, Tg 1:17, 1 Jo 4:8, 1 Jo 5:7.

Cremos que Deus, desde a eternidade, decretou para sua própria glória segundo o beneplácito de sua vontade, todas as coisas que iriam acontecer no tempo, de modo que não infligiu a pureza de sua majestade, não O tornando participativo ou autor do pecado.

Os santos decretos de Deus não ocorreram por conhecimento antecipado da História, nem por previsões futurísticas, antes o conhecimento da História bem como previsões foram estabelecidas unicamente pelo decreto de Deus, o qual aprouve a si mesmo predestinar alguns homens para a vida eterna por meio de Jesus Cristo para louvor da graça de Deus, e outros são entregues a seus próprios desígnios maus para justa condenação por seus pecados para louvor da justiça de Deus.

Razões: Nm  23:19, Sl 139:16, Is 46:10, Mt 25:34, Jo 19:11, Jo 10:26, At 1:25, At 4:27-28, At 13:28, At 15:18, Rm 8:30, Rm 9:11-18, Rm 9:22-23, Ef 1:3-6, Ef 1:9-11, 1 Tm 5:21, 2 Tm 2:1-9, Hb 6:17, Tg 1:13, 1 Jo 1:15, Jd 4.

Cremos que Deus desde a eternidade, para seu próprio agrado, firmou um Pacto de Graça no qual cede gratuitamente aos pecadores (amaldiçoados pelos rugimentos da lei por conta da queda de Adão), a vida eterna por meio da redenção em Jesus Cristo, mediante a fé atribuída a eles, os abençoando em todas as regiões celestiais em Cristo, assegurando-lhes por meio de suas santas promessas o seu Espírito para convertê-los e torná-los capazes de crer na mensagem de salvação, isto é, o evangelho de Jesus Cristo.

Essa mensagem de salvação fora primeiro anunciada a Adão, por meio da promessa da semente da mulher, e posteriormente em etapas sucessivas ao longo de todas as Escrituras do Antigo Testamento até que fora revelada em sua plenitude no Novo Testamento.

Este Pacto está fundamentado na eterna aliança que havia entre o Pai, o Filho e o Espírito para a redenção dos eleitos, e somente pela graça deste pacto que os homens são salvos, ganhando a vida e uma bendita imortalidade.

Razões: Gn 2:17, Gn 3:15, Sl 110:3, Ez 36:26-27, Mc 16:15-16, Jo 3:16, Jo 6:44-45, Jo 8:56, At 4:12, Rm 3:20-21, Rm 4:1-2, Rm 8:3, Gl 3:10, Gl 3:16-29, Tt 1:2, Hb 1:1m, Hb 7:22-28,  Hb 9:13-28, Hb 11:6,  Hb 12:24.

Cremos que Deus criou o Homem puro e perfeito, à sua imagem conforme sua semelhança, e lhe deu uma lei santa e justa que implicava em vida, quando obedecida, ou morte, quando negligenciada. Nosso pais, por meio de Adão e Eva, enganados pela serpente chamada Satanás, quebraram a lei que lhes asseguravam a comunhão com Deus. Sendo eles os cabeças federais da raça humana, a culpa e consequências do pecado foram imputada a toda sua posteridade, tornando o Homem totalmente depravado em todas as suas faculdades, indispostos, incapacitados e adversos a todo bem e escravos da maldade.

Essa corrupção persiste em todos os homens não regenerados em Cristo, os tornando totalmente incapazes de crer na Verdade e distinguir o bem e o mal. E embora ela seja mortificada e perdoada através do sangue de Cristo, entretanto ela em si mesma, bem como os seus primeiros impulsos, são abomináveis diante de Deus e, portanto, pecado.

Razões: Gn 2:16-17, Gn 3:12-13, Gn 6:15, Jó 14:4, Sl 51:5, Ec 7:20, Jr 17:9, Mt 15:19, Rm 3:10-19, Rm 3:23, Rm 5:12-19, Rm 6:20, Rm 7:18, Rm 7:23-25, Rm 8:7, 1 Co 15:21-22, 1 Co 15:45-49, 2 Co 11:3, Gl 5:17, Ef 2:15, Cl 1:21, 1 Ts 1:10, Tt 1:15, Hb 2:14-15, Tg 1:14-15, 1 Jo 1:8.

Cremos que Deus deu a Adão uma lei de obediência universal escrita em seu coração, e um particular preceito de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, a qual Ele obrigou-o e a toda sua posteridade, para pessoal, inteira, exata e perpétua obediência; prometeu vida sobre o cumprimento, e ameaçou com a morte a violação da mesma; e o dotou com o poder e a capacidade para guardá-la. A mesma lei que primeiramente foi escrita no coração do homem, continuou a ser uma regra perfeita de justiça após a Queda; e foi entregue por Deus no monte Sinai em Dez Mandamentos e escrita em duas tábuas; os quatro primeiros Mandamentos contêm o nosso dever para com Deus, e os outros seis, nosso dever para com o homem.

Além desta lei, comumente chamada de moral, Deus Se agradou em dar ao povo de Israel leis cerimoniais, contendo diversas ordenanças típicas, em parte, de adoração, prefigurando Cristo, Suas graças, ações, sofrimentos e benefícios; e, em parte, mantendo várias instruções de deveres morais. Todas as leis cerimoniais, sendo impostas apenas até o tempo da reformação, são por Jesus Cristo, o verdadeiro Messias e único Legislador, que foi dotado com o poder da parte do Pai para este fim, cumpridas e revogadas. Para eles, Ele também deu várias leis civis, que expiraram com a nação daquele povo, não obrigando a ninguém em virtude daquela instituição, somente sua equidade geral possui um valor moral.

A lei moral obriga para sempre a todos, tanto pessoas justificadas como as demais, à obediência da mesma; e isso não apenas no que diz respeito à matéria nela contida, mas também no que diz respeito à autoridade de Deus, o Criador, que a deu. Nem o Cristo no Evangelho de forma alguma a ab-roga, mas antes confirma esta obrigação.

Embora os verdadeiros crentes não estejam sob a Lei como um pacto de obras, para serem por ela justificados ou condenados; contudo é de grande utilidade para eles, assim como para os outros; em que, como uma regra de vida, informando-os sobre a vontade de Deus e de seu dever, ela dirige e os obriga a andar em conformidade; descobrindo também as contaminações pecaminosas de sua natureza, corações e vidas; assim como, examinando-se desta maneira, eles podem chegar a mais convicção, humilhação por e ódio contra o pecado; juntamente com uma visão mais clara da necessidade que têm de Cristo e da perfeição da Sua obediência. Ela é, semelhantemente útil para os regenerados, para conter as suas corrupções, pois proíbe o pecado, e as suas ameaças servem para mostrar até mesmo o que os seus pecados merecem, e que aflições nesta vida podem esperar por eles, embora libertados da maldição e do rigor intransigente da Lei. Igualmente, as promessas da Lei demonstram a aprovação de Deus à obediência e quais bênçãos os homens podem esperar receber se cumprirem a Lei; embora não lhes sejam devidas pela Lei como um Pacto de Obras. Assim como um homem faz o bem e evita o mal, porque a Lei anima a um, e desencoraja o outro, não é evidência de que ele esteja debaixo da Lei, e não debaixo da graça.

Nem são os supracitados usos da Lei contrários à graça do Evangelho, mas harmoniosamente condizem com ele. O Espírito de Cristo submete e habilita a vontade do homem a fazer voluntária e alegremente o que a vontade de Deus, revelada na Lei, requer que seja feito.

Razões: Gn 1:27, Dt 10:4, Ec 7:29, Ez 36:27, Mt 5:17-19, Rm 2:14-15, Rm 3:20, Rm 3:31, Rm 6:14, Rm 7:7, Rm 8:1, Rm 10:4-5, Rm 13:8-10, Gl 2:16, Gl 3:10-12, Gl 3:31, 1 Co 5:7, 1 Co 9:8-10,  Ef 2:14-16, Cl 2:14-17, Hb 10:1, Tg 2:8-10, 1 Pe 3:8-13.

Cremos que Deus, por sua soberana vontade, elegeu em Cristo algumas pessoas para a vida eterna, antes da fundação do mundo, não se baseando nos atributos pessoais ou méritos delas, mas unicamente por sua vontade para louvor de sua glória através da pessoa de Jesus Cristo. Por meio dessa soberana escolha, os eleitos são predestinados, chamados justificados e glorificados. Assim também, em contrapartida, Deus, em sua soberana vontade, escolheu algumas pessoas para a perdição eterna, dando a conhecer as riquezas de sua misericórdia, que para a glória que já dantes preparou; e querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder que suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição.

Razões: Mt 1:21, Jo 6:64, Jo 10:26, Jo 17:6, Jo 17:9,  At 13:48, At 16:14, Ef 1:3-11, Ef 2:5, Ef 2:12,  Rm 8:30, Rm 9, 1 Ts 5:9-10, 2 Ts 2:13, 2 Tm 2:9, 1 Pe 1:2, 1 Pe 1:5, Jd 4.

Cremos que aprouve a Deus, em Seu eterno propósito, e de acordo com o Pacto estabelecido entre ambos, escolher e ordenar o Senhor Jesus, Seu Filho unigênito, para ser o Mediador entre Deus e os homens, o Profeta, Sacerdote e Rei; a Cabeça e Salvador da Igreja, o Herdeiro de todas as coisas, e Juiz do mundo; a quem, desde toda a eternidade, deu um povo para ser Sua semente e para ser por Ele, no tempo, remido, chamado, justificado, santificado e glorificado.

O Senhor Jesus em Sua natureza humana assim unida à Divina na Pessoa do Filho, foi santificado e ungido com o Espírito Santo sobremaneira; tendo em Si todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, em Quem aprouve a Deus que toda a plenitude habitasse, a fim de que sendo santo, inocente, imaculado, e cheio de graça e de verdade, Ele pudesse estar plenamente qualificado para exercer o ofício de um Mediador e Fiador.  Este ofício Ele não tomou para Si por conta própria, mas para este foi nomeado por Seu Pai; que colocou todo o poder e juízo em Sua mão, e Lhe ordenou que os exercesse.

Este ofício o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente, para que pudesse exercê-lo, foi feito sujeito à Lei, que Ele cumpriu perfeitamente e suportou o castigo que nos era devido, que nós deveríamos ter recebido e sofrido. E foi feito pecado e maldição por nossa causa, suportando as mais cruéis aflições em Sua alma e os sofrimentos mais dolorosos em Seu corpo; foi crucificado e morreu; e ficou em estado de morte, mas não viu a corrupção. No terceiro dia Ele ressuscitou dentre os mortos, com o mesmo corpo no qual Ele sofreu; com o qual também Ele subiu ao Céu, e lá está assentado à destra do Pai, fazendo intercessão; e voltará para julgar homens e anjos, no fim do mundo.

Razões: Sl 2:6, Sl 40:7-8, Sl 45:7, Is 42:1, Is 53:6, Is 53:10, Mt 3:15, Mt 26:37-38, Mt 27:46, Mt 28:18, Mc 16:19, Lc 22:14, Jo 3:34, Jo 5:22, Jo 5:27, Jo 10:18, Jo 17:6, Jo 20:25-27, At 1:9-11, At 2:36, At 3:22, At 10:38, At 10:42, At 13:37, At 17:31, Rm 8:34, Rm 14:9-10, 1 Co 15:3-4, 2 Co 5:21, Ef 1:22-23, Gl 3:13, Gl 4:4, Cl 1:9, Cl 2:3, Hb 1:2, Hb 5:5-6, Hb 7:22, Hb 7:26, Hb 9:24, Hb 10:5-10, 1 Pe 3:18, 2 Pe 2:4.

Cremos que aqueles a quem Deus chama eficazmente, Ele também os justifica, gratuitamente; não por infundir-lhes justiça, mas perdoando-lhes os pecados, considerando-os e aceitando-os como pessoas justas; não por coisa alguma realizada neles ou por eles mesmos feita, mas unicamente por consideração a Cristo; não por imputar-lhes como justiça a fé, o ato de crer, ou qualquer outra obediência evangélica, mas por imputar-lhes a obediência ativa de Cristo (a toda a lei) e sua obediência passiva (na morte), como total e única justiça deles, que recebem a Cristo e nEle descansam, pela fé. e esta fé, não a tem de si mesmos, é Dom de Deus.

A fé, assim recebendo e apoiando-se em Cristo e sua justiça, é o único instrumento de justificação. Porém, ela não está sozinha na pessoa justificada: está sempre acompanhada de todas as outras graças salvadoras; e não é uma fé morta, pois atua pelo amor.

Pela sua obediência e morte, Cristo pagou plenamente a dívida de todos os que são justificados. A favor destes, pelo sacrifício de si mesmo, no sangue da sua cruz, Ele deu satisfação adequada, verdadeira e plena à justiça de Deus, quando tomou o lugar deles e recebeu a punição que a eles era devida.

Desde toda eternidade, Deus decretou justificar a todos os eleitos. Vindo a plenitude do tempo, Cristo morreu pelos pecados e ressuscitou para a justificação deles. Entretanto, os eleitos não são justificados individualmente enquanto o Espírito Santo não lhes aplica, em tempo oportuno, a pessoa de Cristo e os benefícios de sua obra.

Deus continua a perdoar os pecados daqueles que são justificados. Embora jamais possam decair do estado de justificação, eles, no entanto, podem incorrer no desagrado paternal de Deus, por causa de seus pecados. E, nesse estado, eles geralmente não podem desfrutar da luz da presença de Deus, até que se humilhem, confessem o seu pecado, peçam perdão e renovem a sua fé e arrependimento.

A justificação dos crentes, no Antigo Testamento, em todos estes aspectos, foi igual à justificação dos crentes no Novo Testamento.

Razões: Romanos 3:24, 8:30; Romanos 4:5-8; Efésios 1:7; 1 Coríntios 1:30-31; Romanos 5:17-19; Filipenses 3:8-9; Efésios 2:8-10; João 1:12; Romanos 5:17; Romanos 3:28; Gálatas 5:6; Tiago 2:17, 22, 26; Hebreus 10:14; 1 Pedro 1:18-19; Isaías 53:5-6; Romanos 8:32; 2 Coríntios 5:21; Romanos 3:26; Efésios 1:6-7, 2:7; Gálatas 3:8; 1 Pedro 1:2; 1 Timóteo 2:6; Romanos 4:25; Colossenses 1:21-22; Tito 3:4-7; Mateus 6:12; 1 João 1:7, 9; João 10:28; 6 Salmos 89:31-33; Salmos 32:5; Salmos 51; Mateus 26:75.

Cremos que em seu único Filho, Jesus Cristo, e, por causa dEle, Deus é servido fazer participantes da graça da adoção todos quantos são justificados. 1 Por essa graça eles são recebidos no número dos filhos de Deus, e desfrutam das liberdades e privilégios dessa condição; recebem sobre si o nome de Deus; recebem o espírito de adoção; têm acesso com ousadia ao trono de graça, e clamam Aba, Pai; recebem compaixão, proteção, e a provisão de suas necessidades. E são castigados por Deus, como por um pai; porém, jamais são lançados fora, pois estão selados para o dia da redenção. E herdam as promessas, na qualidade de herdeiros da salvação eterna.

Razões: Efésios 1:5; Gálatas 4:4-5; João 1:12; Romanos 8:17; 2 Coríntios 6:18; Apocalipse 3:12; Romanos 8:15; Gálatas 4:6; Efésios 2:18; Salmos 103:13; Provérbios 14:26; 1 Pedro 5:7; Hebreus 12:6; Isaías 54:8-9; Lamentações 3:31; Efésios 4:30; Hebreus 1:14, 6:12.

Cremos que os que estão unidos a Cristo, tendo sido chamados eficazmente e regenerados, possuem agora um novo coração e um novo espírito, criados nele por mérito da morte e da ressurreição de Cristo; e, por esse mesmo mérito, são mais e mais santificados individualmente, pela atuação da Palavra e do Espírito de Cristo neles habitando. O domínio de tudo que é pecado, sobre eles, é destruído; as suas várias concupiscências vão sendo sempre mais enfraquecidas e mortificadas; e os crentes mais e mais são vivificados e fortalecidos, em todas as graças salvadoras, para praticarem toda a verdadeira santidade, “sem a qual ninguém verá o Senhor”.

A santificação abrange o homem todo, ainda que imperfeita enquanto nesta vida. Em toda parte ainda permanecem alguns resíduos de corrupção, dos quais provém uma guerra irreconciliável: a carne militando contra o Espírito, e o Espírito militando contra a carne.

Nesta guerra, embora a corrupção remanescente possa muito prevalecer, por algum tempo, o contínuo suprimento de força, pelo Espírito de Cristo, santificador, faz com que a parte regenerada afinal vença. E, desse modo, os santos cresçam em graça, aperfeiçoando a sua santidade no temor de Deus e esforçando-se por viver uma vida piedosa, em obediência evangélica a todos os mandamentos que Cristo, como Cabeça e Rei, lhes prescreveu em sua Palavra.

Razões: Atos 20:32; Romanos 6:5-6 João 17:17; Efésios 3:16-19; 1 Tessalonicenses 5:21-23; Romanos 6:14; Gálatas 5:24; Colossenses 1:11; 2 Coríntios 7:1; Hebreus 12:14; 1 Tessalonicenses 5:23; Romanos 7:18, 23; Gálatas 5:17; 1 Pedro 2:11; Romanos 7:23; Romanos 6:14; Efésios 4:15-16; 2 Coríntios 3:18, 7:1

Boas obras são somente aquelas que Deus ordenou em sua santa Palavra, e não as que os homens inventam, sem o respaldo da Palavra de Deus, movidos por um zelo cego ou por algum pretexto de boas intenções.

As boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são os frutos e a evidência de uma fé verdadeira e viva. Por meio delas os crentes demonstram a sua gratidão, fortalecem sua certeza de salvação, edificam seus irmãos, adornam sua profissão do evangelho, fazem calar os seus adversários e glorificam a Deus – pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para as boas obras, para que tenhamos o nosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.

A aptidão para as boas obras não advém dos próprios crentes, de modo algum; essa aptidão provém do Espírito de Cristo. E, para que os crentes possam desempenhar as boas obras, é necessária uma influência contínua do mesmo Espírito Santo – além das graças já recebidas – para neles realizar tanto o querer como o efetuar, segundo a boa vontade de Deus.  Isso, porém, não significa que devam tornar-se negligentes, como se não tivessem a obrigação de cumprir um dever senão quando especialmente movidos pelo Espírito Santo. Pelo contrário, os cristãos devem ser diligentes e desenvolver a graça de Deus que neles há.

Mesmo os que conseguem prestar a maior obediência possível nesta vida estão longe de exceder e fazer mais do que o requerido por Deus; e estão muito aquém do dever que lhes cabe cumprir.

Razões: Miquéias 6:8; Hebreus 13:21; Mateus 15:9; Isaías 29:13; Tiago 2:18, 22; Salmos 116:12-13; 1 João 2:3, 5; 2 Pedro 1:5-11; Mateus 5:16; 1 Timóteo 6:1; 1 Pedro 2:15; Filipenses 1:11; Efésios 2:10; Romanos 6:22; João 15:4-5; 2 Coríntios 3:5; Filipenses 2:13; Filipenses 2:12; Hebreus 6:11-12; Isaías 64:7; Jó 9:2-3; Gálatas 5:17; Lucas 17:10

Cremos que Cristo morreu para assegurar de forma inabalável a salvação de uma tão grande quantidade de pessoas que ninguém é capaz de enumerar, pessoas que mediante a morte de Cristo não somente podem ser salvas, mas são salvas, têm de ser salvas; e não existe a possibilidade de, por meio de qualquer casualidade, elas serem outra coisa, exceto pessoas salvas. Cristo não padeceu por toda raça humana, antes a obra redentora de Cristo no Calvário teve por finalidade a salvação dos eleitos de Deus escolhidos antes da fundação do mundo.

Razões: Levítico 17:11; Mateus 1:21; 20:28; João 10:11, 15; Romanos 8:30; Apocalipse 5:9; João 17:6-10; João 1:36; 2 Coríntios 5:21; Hebreus 9:11-14; Isaías 53:8; Romanos 5:1, 10, 11; 2 Coríntios 5:18-19; Colossenses 1:21-22; Hebreus 9:28; 1 Pedro 3:18; Apocalipse 1:5; 1 João 2:1-2; Isaías 53:11; Marcos 10:45; Hebreus 2:10; Isaías 46:10; João 10:11, 14-15; 19:30.

Cremos que aqueles a quem Deus predestinou para a vida, a Ele apraz, em Seu tempo determinado e aceitável, chamar eficazmente, por Sua Palavra e Espírito, do estado natural de pecado e morte no qual eles estão por natureza, para a graça e a salvação por Jesus Cristo. Isto Ele faz, iluminando suas mentes de maneira espiritual e salvífica, para que entendam as coisas de Deus, tirando-lhes o coração de pedra e dando-lhes um coração de carne; renovando as suas vontades, e por Sua onipotência, predispondo-os para o bem e atraindo os irresistivelmente para Jesus Cristo; no entanto, eles vêm a Cristo mui livremente, sendo para isso dispostos pela Sua graça.

Este chamado eficaz é somente por livre e especial graça de Deus e não provém de qualquer coisa prevista no homem, e nem de algum poder ou agência da criatura, sendo esta totalmente passiva nisso, estando morta em pecados e transgressões, até que, sendo vivificada e renovada pelo Espírito Santo, é feita capaz de corresponder a ela, e a receber a graça oferecida e comunicada nela. Para isso é necessário um poder que de modo nenhum é menor do que aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos.

Razões: Romanos 8:30, 11:7; Efésios 1:10-11; 2 Tessalonicenses 2:13-14; Efésios 2:1-6; Atos 26:18; Efésios 1:17-18; Ezequiel 36:26; Deuteronômio 30:6; Ezequiel 36:27; Efésios 1:19; Salmos 110:3; Cantares 1:4; 2 Timóteo 1:9; Efésios 2:8; 1 Coríntios 2:14; Efésios 2:5; João 5:25; Efésios 1:19-20.

Cremos que aqueles a quem Deus aceitou no Amado, foram eficazmente chamados e santificados pelo Seu Espírito, e receberam o dom da preciosa fé dos Seus eleitos, não podem nem total nem finalmente cair do estado de graça, mas certamente perseverarão até o fim, e serão eternamente salvos, considerando que os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento, pelo que Ele os gera e ainda os alimenta em fé, arrependimento, amor, alegria, esperança e todas as graças do Espírito para a imortalidade; e, apesar de muitas tempestades e inundações surgirem e combaterem contra eles, contudo estas nunca poderão tirá-los dessa Fundação e Rocha, em que pela fé eles estão firmados; não obstante, por causa da incredulidade e das tentações de Satanás, a sensível visão da luz e do amor de Deus podem estar por um tempo nublada e obscurecida para eles, mas Ele ainda é o mesmo, e eles terão a certeza de estarem guardados pelo poder de Deus para a salvação, onde gozam de sua herança adquirida, eles estão gravados na palma de Suas mãos, e os seus nomes estão escritos no livro da vida desde toda a eternidade.

Esta perseverança dos santos depende, não do seu próprio livre-arbítrio, mas da imutabilidade do decreto da eleição, que flui a partir do livre e imutável amor de Deus, o Pai; sobre a eficácia do mérito e intercessão de Jesus Cristo; e da união com Ele; da promessa de Deus; da permanência de Seu Espírito e da semente de Deus dentro deles; e da natureza do Pacto da Graça; de todas estas coisas vêm a sua certeza e infalibilidade.

E embora, eles possam, através das tentações de Satanás e do mundo, da prevalência da corrupção remanescente neles, e da negligência dos meios de sua preservação, cair em pecados graves; e por algum tempo continuar neles, quando eles assim incorrem no desagrado de Deus e entristecem o Seu Espírito Santo; vindo a ter suas graças e consolos enfraquecidos; têm os seus corações endurecidos e as suas consciências feridas; prejudicam e escandalizam os outros e atraem sobre si juízos temporais; ainda assim, eles renovarão o seu arrependimento e serão preservados pela fé em Jesus Cristo até o fim.

Razões: João 10:28-29; Filipenses 1:6; 2 Timóteo 2:19; 1 João 2:19; Salmos 89:31-32; 1 Coríntios 11:32; Malaquias 3:6; Romanos 8:30, 9:11, 16; Romanos 5:9-10; João 14:19; Hebreus 6:17-18; 1 João 3:9; Jeremias 32:40; Mateus 26:70, 72, 74; Isaías 64:5, 9; Efésios 4:30; Salmos 51:10, 12; Salmos 32:3-4; 2 Samuel 12:14; Lucas 22:32, 61, 62.

Cremos que a igreja católica ou universal, que (em relação à obra interior do Espírito e verdade da graça) pode ser chamada invisível, consiste de todo o número dos eleitos, que foram, são ou serão reunidos em um só corpo, sob Cristo, a Cabeça da mesma; ela é a Esposa, o Corpo, a plenitude dAquele que cumpre tudo em todos.

Todas as pessoas, em todo o mundo, que professam a fé do Evangelho e obediência a Deus por meio de Cristo, de acordo com isso, não arruinando a sua própria profissão por quaisquer erros de subversão do fundamento, ou impureza de conversação, são, e podem ser chamadas de santos visíveis; e dos tais, todas as congregações particulares devem ser constituídas.

As Igrejas mais puras debaixo do céu estão sujeitas à mistura e ao erro, e algumas tanto se degeneraram a ponto de tornarem-se não mais igrejas de Cristo, mas sinagogas de Satanás; no entanto, Cristo sempre teve, e sempre terá, um reino neste mundo, até o fim deste, para aqueles que creem nEle, e fazem profissão de Seu nome.

Os membros dessas igrejas são santos por chamamento, manifestando visivelmente e evidenciando (na e pela sua profissão e caminhar) a sua obediência a esse chamado de Cristo; e voluntariamente consentem em caminhar juntos de acordo com a designação de Cristo, entregando-se a si mesmos ao Senhor, e uns aos outros, pela vontade de Deus em sujeição às ordenanças do Evangelho.

Razões: Romanos 1:7; 1 Coríntios 1:2; Atos 2:41-42, 5:13-14; 2 Coríntios 9:13; 1 Coríntios 5; Apocalipse 2, 3; Apocalipse 18:2; 2 Tessalonicenses 2:11-12; Mateus 16:18; Salmos 72:17, 102:28; Apocalipse 12:17; 1 Coríntios 1:2; Atos 11:26; Romanos 1:7; Efésios 1:20-22; Hebreus 12:23; Colossenses 1:18; Efésios 1:10, 22, 23; 5:23, 27, 32.

Cremos que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Não é lícito ao homem ter mais de uma esposa, nem à mulher ter mais de um marido, ao mesmo tempo. O casamento foi ordenado para o auxílio mútuo entre marido e mulher, para a propagação da humanidade por uma sucessão legítima, e para a prevenção da impureza.

O casamento é lícito para todos os tipos de pessoas, desde que possam dar o seu consentimento racional. No entanto, é o dever dos Cristãos casarem-se no Senhor. E, portanto, como professam a verdadeira Religião não devem casar-se com infiéis, ou idólatras; nem devem, como aqueles que são piedosos, estar em jugo desigual, casando-se com os que são ímpios em suas vidas, ou defendam heresia condenável.

Não devem casar-se pessoas entre as quais existam graus de parentesco ou consanguinidade que sejam proibidos na Palavra de Deus. As uniões incestuosas jamais poderão ser legitimadas por qualquer lei humana ou pelo consentimento das partes, pois não é correto tais pessoas viverem juntas, como marido e mulher.

Razões: Gênesis 2:24; Malaquias 2:15; Mateus 19:5-6, Gênesis 2:18, Gênesis 1:28, 1 Coríntios 7:2, 9, Hebreus 13:4; 1 Timóteo 4:3; 1 Coríntios 7:39; Neemias 13:25-27; Levítico 18; Marcos 6:18; 1 Coríntios 5:1.

Cremos que o Batismo e a Ceia do Senhor são Ordenanças de positiva e soberana instituição, nomeados pelo Senhor Jesus, o único Legislador, para serem continuadas em Sua igreja até o fim do mundo.  Estas santas Ordenanças devem ser administradas somente por aqueles que são qualificados e para isso chamados, de acordo com o comissionamento de Cristo.

O Batismo

O Batismo é uma Ordenança do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, sendo para a pessoa batizada um símbolo de sua comunhão com Ele, em Sua morte e ressurreição; de sua união com Ele; da remissão dos pecados, e da sua consagração a Deus, através de Jesus Cristo, para viver e andar em novidade de vida. Aqueles que realmente professam o arrependimento para com Deus, fé e obediência ao nosso Senhor Jesus Cristo são os únicos sujeitos apropriados desta Ordenança. O elemento exterior a ser usado nesta Ordenança é a água, na qual a pessoa deve ser batizada em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Imergir ou mergulhar a pessoa em água é necessário para a apropriada administração desta Ordenança

A Ceia do Senhor

A Ceia do Senhor Jesus foi instituída por Ele na mesma noite em que foi traído, para ser observada em Suas igrejas até o fim do mundo; para lembrança perpétua e demonstração do sacrifício de Si mesmo em Sua morte, confirmação da fé dos crentes em todos os benefícios disso, seu alimento espiritual e crescimento nEle, seu maior envolvimento em todos os deveres deles para com Ele; e ser um vínculo e penhor de sua comunhão com Ele e uns com os outros.

 

Razões: Mateus 28:19-20; 1 Coríntios 11:26; Mateus 28:19; 1 Coríntios 4:1; Romanos 6:3-5; Colossenses 2:12; Gálatas 3:27; Marcos 1:4; Atos 22:16; Romanos 6:4; Marcos 16:16; Atos 8:36-37; 2:41; 8:12; 18:8; Mateus 28:19-20; Atos 8:38; Mateus 3:16; João 3:23; 1 Coríntios 11:23-26; 1 Coríntios 10:16, 17, 21.

Cremos que as antigas formas que Deus usou para revelar a si mesmo e sua vontade ao seu povo incluem profecias, visões, sonhos, teofanias, línguas, interpretações de línguas, revelações escritas, e etc. Todas estas coisas, ordinariamente, deixaram de acontecer após a conclusão do que conhecemos como Sagradas Escrituras. Tais formas da revelação divina tinham suas finalidades e propósitos temporais determinados pelo Senhor Deus na era apostólica. Negamos que a iluminação do Espírito Santo em relação à revelação objetiva pode, em qualquer sentido, produzir novas revelações ou que não se conformem com a revelação já dada da verdade definitiva de Deus. O dom de línguas consistia na capacidade de falar outras línguas, contudo línguas humanas e inteligíveis. Os dons extraordinários de operadores de curas e outros dons extraordinários semelhantes como ressuscitar os mortos, cessaram após a morte dos apóstolos e de alguns que conviveram com eles. Não existem verdadeiros apóstolos em nossos dias .

Deus, se assim lhe aprouver, pode realizar milagres hoje, pois Ele sempre faz e fará o que quer, todavia, o uso de sinais miraculosos para atestar a revelação redentora de Deus cessou na revelação apresentada no Novo Testamento. A norma para os nossos dias é que oremos a Deus pelas nossas necessidades, de nossos irmãos, de Sua igreja de modo geral, e que estudemos a Sua Palavra, que é capaz de nos tornar sábios e perfeitos para toda boa obra, e assim, vivamos por fé e não por vista.

Razões: João 14:26; 16:13; Atos 22:18-19; Efésios 2:20; 2 Timóteo 3:16, Atos 2:8, Hebreus 2:4, 2 Coríntios 12:12, Apocalipse 2:2; 21:14, Salmo 115:3.

Cremos que há uma distinção entre a vida cristã como um culto constante a Deus, o culto individual, o culto familiar e o culto público solene. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a sua própria glória é expressamente declarado ou necessariamente contido nas Sagradas Escrituras, ao que nada, em qualquer tempo, deve ser acrescentado, seja por novas revelações do Espírito, ou por tradições humanas. Logo, o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo, e tão limitado por Sua própria vontade revelada, de forma que Ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível ou qualquer outro modo não prescrito nas Sagradas Escrituras. Deus deve ser adorado em todo lugar, em espírito e em verdade; tanto no cotidiano de famílias particulares, e em secreto, cada um por si, e muito mais solenemente em assembleias públicas, as quais não devem ser, descuidadas ou deliberadamente negligenciadas ou abandonadas (como é o costume de alguns), quando Deus, pela Sua Palavra ou providência, nos conclama a participar delas. O culto é sempre uma questão sobre o que Deus ordena, nunca uma questão sobre o que Ele não proibiu. O culto é sempre uma questão sobre o que devemos fazer, nunca uma questão sobre o que podemos fazer.

O culto Cristão deve ser dado a Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e somente a Ele, não a anjos, santos ou a qualquer outra criatura, e desde a Queda, não sem um Mediador; nem na mediação de qualquer outro senão de Cristo. As orações com ações de graças; a leitura das Escrituras, a pregação e a atenção à Palavra de Deus; o ensino e as advertência mútuas; o louvor em Salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando com graça em nossos corações ao Senhor; bem como a devida administração do Batismo dos crentes e da Ceia do Senhor, são todas partes do culto a Deus, a serem realizados em obediência a Ele, com entendimento, fé, humildade, reverência, fervor e temor piedoso.

O culto público jamais é uma questão de entretenimento ou um culto segundo a vontade e gosto humanos. Portanto, peças teatrais; danças litúrgicas e coreografias; aplausos; competições; supostos “atos proféticos”; desordens e indecências, e coisas semelhantes, devem ser abolidos assim como também tudo aquilo que não é prescrito na Palavra de Deus.

Razões: Jeremias 10:7; Marcos 12:33; Deuteronômio 12:32; Êxodo 20:4-6; Mateus 4:9-10; João 6:23; Mateus 28:19; Romanos 1:25; Colossenses 2:18; Apocalipse 19:10; João 14:6; 1 Timóteo 2:5; Salmos 95:1-7, 65:2; João 14:13-14; Romanos 8:26; 1 João 5:14; 1 Coríntios 14:16-17; João 4:21-24; Deuteronômio 6:6-7; Colossenses 3:17; Mateus 6:6; Jó 1:5; Isaías 56:7; Hebreus 10:25;  Jeremias 10:7; Marcos 12:33; Romanos 1:25; Colossenses 2:18; Apocalipse 19:10; Números 26:61; Isaías 1:12.

Cremos que pelo desígnio de Deus, há uma lei da natureza que, em geral, uma proporção do tempo seja destinada ao culto a Deus; desta forma, em Sua Palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, válido a todos os homens em todas as eras, Deus particularmente nomeou um dia em sete para um descanso, para ser-Lhe santificado. Desde o início do mundo até a ressurreição de Cristo, foi o último dia da semana; e, a partir da ressurreição de Cristo, foi mudado para o primeiro dia da semana, o que é chamado de Dia do Senhor, e deve continuar até o fim do mundo como o Sabath Cristão; sendo abolida a observação do último dia da semana.

O Sabath é assim santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações, e ordenado os seus assuntos comuns de antemão, não apenas observam um santo descanso durante todo o dia a partir de suas próprias obras, palavras e pensamentos sobre suas ocupações e recreações mundanas; mas também dedicam todo o tempo em exercícios públicos e privados de Seu culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.

Razões: Êxodo 20:8; 1 Coríntios 16:1-2; Atos 20:7; Apocalipse 1:10; Isaías 58:13; Neemias 13:15-22; Mateus 12:1-13.

Cremos que Deus tem determinado um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de Jesus Cristo, a Quem todo o poder e julgamento é dado pelo Pai. Naquele dia, não só os anjos apóstatas serão julgados; mas também todas as pessoas que viveram sobre a terra devem comparecer perante o tribunal de Cristo, para darem conta de seus pensamentos, palavras e ações; e receberem de acordo com o que eles fizeram no corpo, seja bom ou mau.

O propósito de Deus, ao estabelecer esse dia, consiste em manifestar a glória de Sua misericórdia na salvação eterna dos eleitos; e de Sua justiça na eterna condenação dos réprobos, que são perversos e desobedientes. Pois, então os justos irão para a vida eterna e receberão aquela plenitude de gozo e glória, com eterno galardão na presença do Senhor, mas os ímpios, que não conhecem a Deus e não obedecem ao Evangelho de Jesus Cristo, serão lançados nos tormentos eternos, e punidos com eterna destruição, a partir da presença do Senhor, e da glória do Seu poder.

Cristo deseja que estejamos bem persuadidos de que haverá um dia de juízo, para que os homens se afastem do pecado, e para maior consolação dos piedosos em sua adversidade; assim Ele manterá esse dia desconhecido para os homens, para que possam estar livres de toda a segurança carnal, e estar sempre vigilantes, porque não sabemos a que hora o Senhor virá. Que possamos estar sempre preparados para dizer: Vem, Senhor Jesus, vem depressa. Amém.

Razões: Atos 17:31; João 5:22, 27; 1 Coríntios 6:3; Judas 6; 2 Coríntios 5:10; Eclesiastes 12:14; Mateus 12:36; Romanos 14:10, 12; Mateus 25:32-46; Romanos 9:22-23; Mateus 25:21, 34; 2 Timóteo 4:8; Mateus 25:46; Marcos 9:48; 2 Tessalonicenses 1:7-10; 2 Coríntios 5:10-11; 2 Tessalonicenses 1:5-7; Marcos 13:35-37; Lucas 12:35-40; Apocalipse 22:20.