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Eleição & Predestinação

“Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo.”
(1 Tesssalonicenses 5:9)

A fim de prosseguir com esta grande doutrina da predestinação, vou estabelecer oito conclusões doutrinais sobre ela:

Primeira Conclusão

Um homem que é ordenado e predestinado por Deus desde toda a eternidade para obter a salvação, pode sim saber que ele é assim predestinado e ordenado; não só o Senhor sabe quem são os seus, mas também o homem pode certamente saber que ele é predestinado. Mas os papistas são de outro julgamento, e consideram essa verdade (que um homem pode estar certamente seguro de sua salvação) como uma doutrina muito perniciosa e presunçosa. Eles sustentam que ele só pode ter uma fé conjectural e não uma fé de segurança. Mas isso é uma inverdade clara, porque o nosso Salvador disse aos seus discípulos: “Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lc 10:20). Como eles poderiam se regozijar nesse privilégio se eles fossem ignorantes, ou não pudessem saber que seus nomes estavam escritos no Livro da Vida? Assim, o apóstolo diz: “tendo nos predestinado para a adoção de filhos” (eles estavam seguros de sua adoção) (Ef 1:5). Assim, “ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Ap 2:17). O novo nome aqui é “regeneração” e a pedra branca é absolvição. Eles terão uma pedra branca dada a eles; isto é, o Senhor lhes dará um selo, um penhor em seus próprios corações, para que seus pecados sejam perdoados e levados a um estado de graça e salvação, e aquele que tem essa pedra branca saberá que ela a tem.

Mas eu provarei e esclarecerei isso ainda mais para você, demonstrando que um homem pode ter certeza de sua eleição, e que por estas razões:

  1. Porque Deus ordena constantemente aos homens que trabalhem para agirem conforme o seu chamado e eleição, sendo por Ele santificados. “Portanto, irmãos, em vez disso”, diz o apóstolo, “procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição” (2 Pe 1:10), não tendo incerteza da parte de Deus, mas com certeza em referência ao seu conhecimento dela; e se não fosse uma coisa segura, o apóstolo nunca nos recomendaria fazê-lo. Portanto, não é uma coisa impossível, mas que pode ser obtida, e foi obtida por muitos dos preciosos servos de Deus. [A segurança da santificação está aliada à segurança da eleição, não podendo uma contradizer a outra].
  2. Outros homens podem ter conhecimento conjectural da nossa salvação, como em “conhecer os irmãos amados, a sua eleição de Deus” (1 Ts 1:4). Paulo deu uma forte conjectura de que os tessalonicenses eram eleitos por Deus. Se outro homem pode supor tão corretamente de nós, então muito mais podemos ter certeza disso nós mesmos. Então, novamente, Paulo falando de alguns de seus companheiros de trabalho, dizendo: “cujos nomes estão no livro da vida” (Fp 4: 3). Se os outros souberem que nossos nomes estão no livro da vida, muito mais nós mesmos. Podemos ter certeza de nossa vocação e, em caso afirmativo, podemos também ter certeza de nossa eleição. Pois a vocação eficaz é uma marca infalível da nossa eleição (Rm 8:30). E para que possamos ter certeza de nossa vocação as Escrituras frequentemente mencionam, e esta é a primeira conclusão doutrinal: aqueles que são eleitos e apontados por Deus para obter a salvação podem conhecer e estar plenamente seguros de que são assim predestinados.

Segunda Conclusão

Nenhum homem tem condições de afirmar sua eleição a partir da procura particular nos decretos e segredos de Deus, pois “quem conheceu a mente do Senhor, ou quem foi o seu conselheiro?” (Rm 11:34). Mas devemos procurar e descobrir pela eficácia dos decretos de Deus em nossos corações, isto é, se encontrarmos esses frutos e efeitos da eleição em nossos próprios corações (frutos que acompanham aqueles que são eleitos), então podemos concluir que somos eleitos. O apóstolo Pedro diz: “procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis”. A eleição antecede a vocação, mas nesse texto do apóstolo, a vocação é colocada antes da eleição para notar que, embora a eleição seja anterior, ainda assim um homem não pode provar sua eleição na ausência de sua vocação. Ou seja, se em você há uma vocação eficaz, [evidência pelos frutos], então você pode, sem dúvidas, concluir sua eleição, “por quem Ele os predestinou, a eles também chamou” (Rm 8:30). Nós devemos primeiro provar nossa vocação e então, por meio dela, testificamos a nossa eleição. Se você não provar sua eleição por meio da vocação e santificação, seus sentimentos de que você é eleito são, na melhor das hipóteses, as conjecturas selvagens, persuasões afeiçoadas, delírios entusiasmados e presunções ousadas de um coração enganado.

Terceira Conclusão

Embora um homem eleito possa estar convicto de sua salvação, um homem perdido nunca poderá estar convicto de sua condenação eterna, isto é, o homem pode estar certo de sua eleição, mas não pode ter certeza de sua reprovação e condenação. [Por que isso?] Encontramos alguns homens nas Escrituras que têm certeza da eleição, mas nenhum que tenha certeza da condenação. Um homem que corre em cursos iníquos e pecaminosos pode dizer que não é chamado, mas não pode dizer que não é eleito, pois o homem mais perverso do mundo (a menos que ele tenha pecado o pecado contra o Espírito Santo), embora possa correr por um longo tempo em caminhos pecaminosos e perniciosos, ainda assim Deus pode finalmente chamá-lo para si mesmo [em tempo oportuno].

Quarta Conclusão

Os decretos e propósito de Deus são irrevogáveis e inalteráveis. “O fundamento de Deus é seguro” (2 Tm 2:19), isto é, os decretos e propósito de Deus que envolvem a salvação do homem são imutáveis; eles estão seguros. Se a lei dos Medos e Persas era tão absoluta que não poderia ser revertida, muito menos os decretos de Deus poderiam ser revertidos. Nenhum homem que não é eleito pode ser eleito, e nenhum homem que é eleito pode ser condenado. “Esta é a vontade do Pai que me enviou, para que, de todos os que me deu, eu não perca nenhum” (Jo 6:39). Não há um deles perdido que foi dado a Cristo pelo decreto de Deus (Rm 11:22). Deus não rejeitou o seu povo que antes conheceu; aqueles a quem Deus primeiro propôs trazer para a vida eterna, Ele jamais rejeitou a algum.

Mas os papistas e outros opõem-se fortemente a essa doutrina e consideram os decretos de Deus como mutáveis e variados; e atualmente essa opinião irrompe entre nós. Há muitos que sustentam que os decretos de Deus são mutáveis, e há três lugares das Escrituras que eles alegam prová-lo. A primeira é em João, onde Cristo diz aos seus discípulos: “Não vos escolhi a vós os doze? Contudo um de vós é o demônio”. A partir disso, eles argumentam que nem todos aqueles que são escolhidos por Deus obterão a salvação por Ele.

Aqui há uma escolha dupla: externa e interna, e você precisa saber distinguir. Onde Cristo diz: “Não vos escolhia vós os doze?” Ele fala de uma escolha externa, referente ao ofício do apostolado. Judas não foi escolhido no eterno decreto da eleição de Deus, pois ele era o filho da perdição e o inferno foi seu destino, sua escolha, entre os doze, foi apenas externamente, isto é, para ser um apóstolo.

Outro lugar das Escrituras que eles alegam contra a imutabilidade dos decretos de Deus é que em Êxodo 32:32, onde Moisés ora que, se Deus não perdoasse os pecados do povo, Ele deveria “riscar seu nome do seu livro”. E o Senhor disse-lhe: “Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro” (Ex 32:33). Agora, dizem eles, se os nomes daqueles que estão escritos no livro da vida de Deus podem ser riscados, então os decretos de Deus são mutáveis. Assim, é dito: “Se alguém tirar das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida” (Ap 22:19).

Eu responderei a esta objeção muito brevemente. Os santos observam que existem vários tipos de livros atribuídos a Deus nas Escrituras. Existe um livro da providência: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas” (Sl 139:16), isto é, o livro da providência de Deus. Existe um livro do julgamento de Deus: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.” (Ap 20:12). Quando Cristo vier em julgamento, haverá um grande livro de contas aberto onde todas as coisas que são feitas aqui na terra são registradas. Existe um livro da vida em que, quando o nome de qualquer homem é escrito, nunca mais pode ser apagado. Mas o livro da vida mencionado nas Escrituras tem um duplo significado. Às vezes pelo livro da vida se entende como o decreto eterno e propósito de Deus que envolve aqueles que serão salvos por Ele; e, nesse sentido, deve ser tomado: em “cujos nomes estão no livro da vida” (Fp 4: 3). E assim “regozije-se porque seus nomes estão escritos no livro da vida” (Lc 10:20). E ordinariamente, no Novo Testamento, o livro da vida deve ser entendido como o decreto eterno e propósito de Deus que envolve aqueles que serão salvos.

Há também um livro da vida nas Escrituras que deve ser tomado não pelo decreto eterno de Deus, mas pelas providências de Deus, e pelo cuidado especial e preservação de Deus sobre Sua igreja, a preservação de Seu povo sob as asas de Deus. Sua providência. Isso é chamado de livro da vida como em “Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro” (Ex 32:33); isto é, “Aquele homem que persistir no pecado de maneira perniciosa, obstinada e presunçosa, riscarei o seu nome do meu livro”; isto é, “eu vou expulsá-lo da minha proteção e providência e ele será um homem excomungado” [1]. E, nesse sentido, é aceito por Moisés quando ele desejava que Deus apagasse seu nome de seu livro.

Assim diz Deus em Ezequiel: “E a minha mão será contra os profetas que vêem vaidade e que adivinham mentira; não estarão na congregação do meu povo, nem nos registros da casa de Israel se escreverão, nem entrarão na terra de Israel; e sabereis que eu sou o Senhor DEUS” (Ez 13:9), que é como se Ele tivesse dito: “Eles não serão escritos no livro de vida”. Nesse sentido, isso deve ser excomungado da igreja.

Eu confirmarei esta doutrina ainda mais, demonstrando que os decretos de Deus são imutáveis e irrevogáveis. Pois, se Deus fosse mutável, seria diretamente contrário ao que a Escritura afirma dEle, a saber, que com nEle “não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1:17).

Jesus Cristo (posso dizer com reverência) seria um mentiroso e falsificaria a Sua própria Palavra se isso não fosse verdade. Pois Ele diz: “Eu dou às minhas ovelhas a vida eterna, e elas nunca perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10:28). Cristo não seria tão bom quanto a sua palavra, se qualquer um desses que lhe foram dados por Seu Pai se perdesse, ou qualquer um dos que foram predestinados para a salvação viesse a faltar.

Se os decretos de Deus fossem mutáveis, então a corrente de ouro de Paulo em Romanos 8:30 seria quebrada; “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou”. Se fosse possível os eleitos se perderem, então Jesus Cristo seria muito infiel a seu Pai, entretanto Deus, o Pai, tendo confiado esse ofício a Cristo sobre todos a quem Ele elegeu, então, Cristo os preserva seguros para conduzi-los ao céu.

Quinta Conclusão

Os decretos de Deus, em relação a salvação, são dirigidos ao menor número de seres humanos do mundo. Os decretos de Deus, que tocam a ordenação de homens à vida, não passam de um pequeno remanescente. O mundo dos incrédulos é como um rebanho de cabras, muito numeroso, ao passo que os eleitos de Deus são como ovelhas espalhadas aqui e ali nas montanhas. Os ímpios são como ervas daninhas que crescem em todos os lugares, mas os piedosos são árvores de justiça da própria plantação de Cristo. O rebanho de Cristo é apenas um pequeno rebanho comparado ao mundo. Há apenas um remanescente de acordo com a eleição da graça, um remanescente muito pequeno que deve obter a salvação; o resto é endurecido.

Sexta Conclusão

Embora os decretos de Deus em referência à salvação dos homens se estendam apenas a pouquíssimos, todavia, isso não é motivo para termos pensamentos equivocados a respeito de Deus, ou para considerá-Lo cruel e impiedoso. As razões disso são:

  1. Porque Deus não é obrigado a salvar alguém e, portanto, não é um ato de crueldade ou injustiça dEle que Ele poupe tão pouco;
  2. Deus tem uma soberania sobre todas as Suas criaturas. Ele pode fazer com eles o que lhe agrada, e ninguém pode dizer-lhe: “O que fazes?” (Rm 9:20);
  3. O Senhor teria mostrado mais misericórdia se salvasse apenas um único homem em todo mundo do que Ele ter exercido devido rigor de justiça. Ele poderia ter condenado a todos, porque todos pecaram e por isso merecem a condenação, e Deus não está obrigado a salvar nenhum deles;
  4. Aprouve a Deus lidar melhor conosco, [seus eleitos], do que com os próprios anjos que pecaram. Pois vocês sabem que todos os anjos no céu que pecaram, ao aspirar a ser como o Altíssimo, foram todos expulsos de sua glória e condenados, nenhum deles sendo salvo, mas foram todos reservados em cadeias de escuridão para o julgamento do Grande Dia. Mas, ainda assim, apesar de toda humanidade ter pecado, ficando aquém da glória de Deus, [conforme os anjos caídos], ainda assim eles não foram todos condenados, e isto porque Jesus Cristo não tomou sobre si a natureza dos anjos, mas do homem; e, portanto, embora todos os anjos que pecaram pereceram, ainda que todos nós tenhamos pecado, nem todos perecemos, mas há um remanescente resgatado da morte e condenação o qual é predestinado para obter a salvação.

Sétima Conclusão

O mundo, em toda linha do tempo, só é preservado por conta do povo eleito. Pois, se o decreto divino da eleição – que abrange certo número de pessoas salvas – não fosse assim, o mundo não teria continuado até hoje, pois o mundo existirá até somente se cumprir o número de pessoas que foram predestinadas para a salvação. E então, após isso, os elementos se fundirão com calor ardente, e a terra e tudo o que houver nela será destruído. Deus dá libertação, segurança e preservação ao mundo pelo bem dos eleitos. Estamos no tempo onde o decreto da eleição de Deus está se cumprindo pelo fato de ainda existir o mundo. Os homens cativos provam a bondade de Deus nesta vida por conta do benefício predestinado aos eleitos, [pois aqueles provam unicamente desta vida para que estes venham ao conhecimento de Cristo]. Os dias de aflição que vieram sobre Jerusalém e toda a Judéia foram encurtados por causa dos eleitos (Mc 13:20). Por causa deles foi que Israel não foi feito como Sodoma e como Gomorra, que um remanescente foi deixado (Is 1:9). Assim foi: “Assim diz o Senhor: Como quando se acha mosto num cacho de uvas, dizem: Não o desperdices, pois há bênção nele, assim farei por amor de meus servos, que não os destrua a todos” (Is 65:8). E Jó testemunha o que não é inocente é preservado pela pureza das mãos [dos eleitos] (Jó 22:30).

Oitava Conclusão

Por último, observe esta conclusão: embora você seja obrigado a orar pela remissão de seus pecados e pela santificação de sua natureza, ainda assim você não está obrigado por Deus a orar por sua eleição. Por quê? Porque esse trabalho já está feito com perfeição. Como não devemos orar pela criação do mundo (porque esse trabalho foi concluído), tampouco devemos orar por nossa eleição, porque essa obra já está totalmente consumada. Está completamente realizada, não devemos orar por isso. Mas devemos orar pelos efeitos e frutos da predestinação e eleição, tais como a vocação, santificação, remissão, regeneração e afins, mas não para eleição.

Aplicação

Chegamos agora ao requerimento e ao uso que farei do que foi dito para que você possa saber se está no número daqueles que são predestinados por Deus para a salvação ou não.

Se você está dentro dos decretos de Deus para salvação, cedo ou tarde, então Deus fará com que o poder de Sua Palavra venha com autoridade e convicção sobre sua consciência, como em “Sabendo, amados irmãos”, diz o apóstolo, “que a vossa eleição é de Deus; Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós (1 Ts 1:4-5). A Palavra virá com poder e convicção sobre sua consciência, mais cedo ou mais tarde, se você pertencer à eleição da graça.

Você, mais cedo ou mais tarde, será eficazmente chamado, porque aquele a quem Deus predestinou, Ele também chamará (Rm 8:30).

Se o Senhor te ordenou para a salvação, Ele gerará e aumentará a santificação em você. Da mesma forma, você é um dos “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pe 1:2). Todos os eleitos de Deus terão a santificação do Espírito para obedecer, e aspersão do sangue de Cristo sobre seus corações, mais cedo ou mais tarde.

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”
(Romanos 8:16)


Notas:
[1] Existe outra interpretação de Ex 32:33 que deve ser considerada: O livro da vida, mencionado no verso, pode referir-se meramente às pessoas vivas, isto é, aqueles que ainda possuem fôlego de vida. Quando as Escrituras afirmam “Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro”, Deus referia-se àqueles que estavam vivos e que, pecando, seriam riscado desse livro, ou seja, seriam punidos com a morte (não a condenação, mas a morte física). Essa interpretação alinha-se ao princípio da lei mosaica que é “quem praticar esses mandamentos, por eles viverá” (Gl 3:12) em contraste a graça do evangelho. Essa posição, então, em semelhança a interpretação de Christopher Love, assume também a existência de dois livros da vida, porém, distingue-se na substância final, isto é, enquanto Love afirma que “riscar ou apagar do livro” envolve a comunhão na Igreja (como ocorreu com aquele que foi entregue a Satanás – 1 Co 5:5), esta interpretação afirma ser a morte da pessoa viva (conforme o princípio da lei mosaica – Gl 3:12).


2019 © Traduzido por Amanda Martins, revisado por Elnatan Rodrigues. Áudio por Sérgio Cavazzoni.

Chistopher Love

Chistopher Love

Christopher Love (1618-1651) foi um pregador puritano separatista galês no século XVII. Love escreveu diversas obras teológicas que acabou sendo somente publicadas após a sua morte.

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