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Encontrando a Satisfação em Cristo

E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem. Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o Senhor teu Deus. E guarda os mandamentos do Senhor teu Deus, para andares nos seus caminhos e para o temeres. Porque o Senhor teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, e de mananciais, que saem dos vales e das montanhas; Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel. Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre. Quando, pois, tiveres comido, e fores farto, louvarás ao Senhor teu Deus pela boa terra que te deu.

Deuteronômio 8:3-10

Esse texto nos expõe algumas propriedades divinas, que dizem respeito ao Caráter de Deus, os Seus propósitos e a maneira como Ele executa estes propósitos, especificamente sobre o Seu próprio povo.

O Perigo de se Desviar da Verdadeira Esperança

Não é raro encontrarmos cristãos que hora ou outra se questionam sobre o porquê do sofrimento, da aflição, da escassez. No presente século temos visto uma onda teológica que perverte absolutamente a essência do evangelho, bem como o caráter de Deus e a Sua vontade – a teologia neopentecostal, dita “teologia da prosperidade”. Isso faz com que muitos alimentem uma falsa e maléfica esperança, que não tem parte com Deus e traz apenas frustração ao povo, alimentando o seu pecado. Este texto, entretanto, além de nos esclarecer o assunto, ainda nos traz a verdadeira consolação, alimentando a fé que nos leva ao centro da vontade de Deus, onde encontramos paz – se é que nEle temos tido deleite sincero.

A Aplicação de Jesus

O texto em destaque foi outras vezes utilizado nas Escrituras, inclusive sendo citado pelo próprio Cristo. No Evangelho segundo Mateus, no capítulo 4, vemos que Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. Tendo ficado quarenta dias e quarenta noites em jejum, Jesus estava com fome, como qualquer outro Homem deveria estar, sendo Ele sustentado tão somente pelo próprio Deus. Nesse contexto de fome, o tentador então aparece com uma proposta: “Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães” (v.3). Essa proposta nos apresenta pelo menos três tipos de tentações, mesmo que todas elas se dirijam diretamente ao ego do homem e, por isso, sem sucesso quando aplicadas contra Cristo.

Primeira Tentação

A primeira tentação está presente logo no início da proposta: “Se tu és o Filho de Deus”. A tentativa é fazer com que Jesus queira provar por Si mesmo que Ele é o Filho de Deus. Não é essa uma tentação para nós? Basta alguém duvidar de nossa capacidade, ou mesmo do nosso caráter, para ficarmos revoltados e tentarmos ‘fazer justiça com as próprias mãos’, isto é, nos auto justificar para provar que somos suficientes. “Faça isso e aquilo, se você for homem” ou “se você me ama, faça aquilo por mim”. Tentando provar algo a alguém, por mais verdade que seja este algo, pecamos. Entretanto, Cristo nunca esteve preocupado em provar algo a alguém, Ele outras vezes já tinha sido tentado por pessoas e nunca havia dedicado um sequer suspiro de sua vida para tentar se justificar. Isso porque Cristo nunca esteve fundamentado em sua própria pessoa, vontade, capacidade, ou mesmo na Sua convocação. Todo o prazer de Cristo, a Sua esperança e Sua própria vocação era sujeitar-se à vontade do Pai (Jo 6:38).

Uma vez que estamos satisfeitos no Pai e é Ele quem nos justifica, não mais vivemos de autoafirmação, auto justificação ou de barganhas. Cristo é Aquele quem foi levado como ovelha ao matadouro, tendo o poder de orar ao Pai para enviar-Lhe mais de doze legiões de anjos (Mt 26:53), um só dos quais poderia destruir 185.000 soldados assírios em uma noite (2 Re 19:35). Mas Cristo, como uma ovelha, se submeteu, não a homens, mas a vontade de Deus, não se importando em provar algo a homens, mas em cumprir com a vontade do Pai, isto é, com a Escritura (Mt 26:54). A vontade do Pai revelada nas Escrituras era mais do que uma ordem para Cristo, era o Seu deleite, tendo Ele se entregado por vontade própria (Jo 10:18). Vemos então que esta era uma tentativa diabólica, entretanto sem sucesso contra Aquele que nunca viveu de Si mesmo e para Si mesmo.

Tendo vencido a primeira tentação da proposta pela Sua plena satisfação em Deus Pai, Jesus é tentado por causa da fome. Estudos atuais nos mostram que o homem não pode viver sem se alimentar por mais de 30 dias. Entretanto, além de não se alimentar, Cristo estava sem se hidratar também, o que torna a Sua situação ainda mais grave no ponto de vista humano. O jejum é para nós, conforme o que as Escrituras nos revelam, um meio de quebrantamento da carne em vista da satisfação em Deus, em reconhecimento da nossa dependência dEle e da nossa fraqueza. Vemos que o jejum, tanto quanto o “retirar-se para orar”, eram práticas cotidianas de Cristo, porque Ele dependia do Pai e se satisfazia no Pai, mesmo sendo Ele sem pecado. Sua força vinha do Pai, a comunhão precisava ser mantida, Ele era um com Deus. Agora então, estando o seu corpo com fome, Jesus é tentado pelo menos de duas formas:

Segunda Tentação

Manda que estas pedras se tornem em pães”. A primeira tentativa do diabo era fazer com que Jesus usasse do Seu poder para fazer algo que Deus não tinha como propósito. Isso é o mesmo que separar-se de Deus, ser independente, em visão de si mesmo. Em nenhum momento era da vontade do Pai que Cristo transformasse pedras em pães para satisfazer a Si mesmo, pelo contrário, era isso o que o jejum combatia em essência. Portanto, fazer isso seria o mesmo que cumprir com sua própria vontade e desgastar-se em torno de algo que Deus Pai não havia lhe ordenado. Esta é ainda uma artimanha comumente utilizada pelo diabo, na qual muitas vezes caímos. Isto é, nós caímos neste pecado cada vez que olhamos para nós mesmos ao invés de olharmos para a vontade de Deus e cumprimos com aquilo o que não fomos chamados, utilizando o nosso fôlego, esforço, tempo, saúde (em suma, nossa vida) em torno daquilo que não tem parte com O Reino de Deus, por mais ‘inofensivo’ que este algo possa parecer. Tudo aquilo o que fazemos tendo em vista a nossa simples satisfação, e que exclui disso a glória de Deus, é declarado pecado. Para vencermos tal tentação da mesma forma que Cristo a venceu, basta observarmos e seguirmos os passos do Mestre, afinal, foi para ser o nosso Sumo Sacerdote que Ele passou por toda essa e demais aflições (Hb 5:8):

Vencendo a Tentação Seguindo o Mestre

  1. Jesus mantinha-se em comunhão com o Pai em oração constante, meditação nas Escrituras e jejum. Se o próprio Filho de Deus, sendo Deus, tinha tal dependência do Pai, nós muito mais a temos!
  2. Jesus não era movido por interesses próprios, nem mesmo por sua própria necessidade da carne.
  3. Jesus é totalmente satisfeito no Pai, não vivendo para justificar a Si mesmo.
  4. Jesus não vivia em torno de reputação. Apesar da reputação dizer muito sobre um cristão, não é ela o alvo dos cristãos. Para manter uma boa reputação os homens são capazes de mentir, ocultar pecados (mantendo-os absolutamente distantes do arrependimento), ferir a reputação alheia, se gloriar de bons feitos e assim viver em torno de uma boa fama. Uma boa fama verdadeira nunca nos requer cair em pecado. A boa fama é boa para o cristão quando reconhecida de maneira natural pelos demais, porém não devemos viver para ela e sim para a glória de Deus. Viver para a glória de Deus deve significar boa fama sobre os bons frutos, mas muitos dos frutos estarão alheios aos olhos humanos (porque o cristão não se vangloria do que faz, não querendo ter o seu próprio nome exaltado), mas pode também significar uma fama ruim quando nos referimos aos homens que tem prazer em agir contra o evangelho e contra aqueles que o divulgam. Isso significa que pouco importa se o outro vai pensar mais ou menos de mim, desde que toda a minha consciência seja dirigida e tomada pelo temor a Deus, onde a Glória dEle é a minha única e exclusiva motivação. Se em algum momento a minha motivação estiver em ter glória diante dos homens, estou automaticamente em pecado.
  5. Jesus tem conhecimento concreto das Escrituras e combate toda tentação através do uso e prática da Verdade. Isso significa que Ele tinha a Palavra aplicada em Sua vida, era cheio dela, tinha-a como resposta pronta a qualquer momento sendo íntimo da Verdade. É totalmente impossível separar a Verdade de Cristo, sendo Ele a própria Verdade. Para vencermos qualquer tentação, é necessário estarmos totalmente ligados à Verdade, a Cristo, de forma que todos os nossos fôlegos sejam sobre Ele e para Ele, onde a Palavra de Deus é conhecida, meditada em tempo integral e nos governa totalmente.
  6. Jesus demonstrava plena confiança em Deus. Ao invés de confiar em Sua própria capacidade, mérito ou vontade, Cristo confiava na vontade de Deus Pai e fazia dela a Sua própria vontade. Isso fala muito a nós, uma vez que devemos confiar em Deus mais do que em nós mesmos, seja quando isso diz respeito aos nossos méritos ou mesmo quando isso diz respeito aos nossos deméritos. Seja na abundância ou na escassez, na ausência de aflição ou na tentação, a confiança do crente deve estar tão somente em Deus. Confiando nEle, não somos abalados, não caímos em tentações, assim como Cristo não caiu.

Terceira Tentação

Manda que estas pedras se tornem em pães”. Aqui ainda vemos uma segunda proposta de aparência tentadora: a simples vontade de matar a fome. Qualquer pessoa, das melhores condições das quais possa usufruir, sabe como é terrível a sensação de fome, mesmo que seja por poucos minutos. O corpo reage com um clamor por suprimento físico, para sua sobrevivência. Ele se sente ameaçado e começa a ficar abatido. Conforme se prolonga o tempo de fome, o corpo já não mais corresponde aos estímulos de maneira adequada e entra em estado de alerta. Ora, Cristo havia passado por 40 dias e 40 noites sem comida e nem bebida. Era absolutamente natural que, sendo homem, sentisse fome. Entretanto, acolher a proposta diabólica não seria algo cogitável. Qualquer proposta que não tenha procedência divina é claramente perversa e contra a vida. Pior do que qualquer ameaça causada pela fome é a ameaça de distanciar-se de Deus Pai. O alimento é para o corpo e sua existência temporária, mas a Palavra de Deus é para a alma e a vida eterna. A resposta de Cristo para a tentação revela ainda mais sobre o que o diabo estava tentando atacar.

Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus .

Mateus 4:4

A aplicação que Cristo fez sobre este texto de Deuteronômio nos revela o seu significado. Claramente, Cristo não usaria um texto das Escrituras fora do seu contexto e, portanto, conforme o contexto onde ele foi aplicado por Cristo, vemos o que ele realmente quer dizer. Ou seja, Jesus estava com fome, seu corpo pedia alimento, Ele estava em jejum e o diabo Lhe propõe saciar a fome. Nesse contexto, Jesus afirma o que outrora Deus havia dito ao Seu povo no deserto “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Dt 8:3).

O Deus da Provisão

No texto de Deuteronômio o contexto não é diferente. “E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem” (v.3). Assim como Jesus estava com fome naquele momento da tentação, Deus deixou o Seu povo passar fome. A finalidade dessa permissão está esclarecida na continuidade do texto: “e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem”. Foi através da aflição do povo que Deus manifestou a Sua suficiência e provisão, porque Ele “sustentou com o maná”. É sempre na fraqueza do homem que a graça e a glória de Deus são manifestas. E aqui está uma grande virtude: “que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram”. Aquele povo não conhecia o maná e nunca o conheceria se não fosse provisão do próprio Deus. O maná nunca poderá ser fruto de esforço ou mérito humano.

São diversos os textos bíblicos que nos revelam o Deus do socorro bem presente, como o Deus provedor. O interessante a se observar é que nestes textos aonde existe a glória de Deus manifesta, sempre há o contraste da debilidade humana. Seja a fome (a incapacidade de provir a si mesmo, de saciar-se), seja qualquer outro tipo de fraqueza. E são nestes momentos, no vale árido, que O Senhor “faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques” (Sl 84:6). É assim que continua o texto de Deuteronômio: “Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o Senhor teu Deus…. Porque o Senhor teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, e de mananciais, que saem dos vales e das montanhas; Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel. Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre. Quando, pois, tiveres comido, e fores farto, louvarás ao Senhor teu Deus pela boa terra que te deu” (vs. 4-10).  O texto, portanto, nos diz que é a fidelidade de Deus, em Seu caráter, que nos mantém. É a Sua Palavra o nosso alimento, a nossa garantia, a nossa satisfação, muito mais do que o pão que sacia o corpo. É esta Palavra que sustenta a nossa existência e vida eterna.

A Verdadeira Satisfação

Em contínuos textos, como o de Salmos ou o de Deuteronômio, vemos as mesmas expressões sendo usadas: “uma fonte”, “chuva enche os tanques”, “ribeiro de águas”, “fontes e mananciais”, “pão sem escassez”, “fartura”. Entendemos, porém, o significado desses termos em textos relacionados, como os de João, onde Jesus é tido como “água viva”, “fonte de água que salta para a vida eterna” (Jo 4), “verdadeiro pão do céu”, “pão da vida”, “aquele que vem a mim não terá fome”, “quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6).

Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu. Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.

João 6:31-35

Cristo é a Palavra, O Verbo de Deus, que sacia a nossa fome, que nos nutre em nossas fraquezas, que nos faz prevalecer, que vence a nossa morte, que é a nossa vida eterna. São nos momentos de escassez que provamos de Cristo, nos aproximamos dEle e desfrutamos da paz que excede o entendimento (Fp 4:6-7). É totalmente divino ter sido feito um manancial de vida, gratidão, alegria, paz e júbilo quando em meio a aflições. É divino vencer uma tentação pela graciosa satisfação no Pão da Vida. Ele nos sacia mais do que o alimento que a carne pode nos cobrar e por isso nEle nós vencemos toda e qualquer tentação ou tribulação. Nele nós de fato prevalecemos.

Nunca será justo dizer que alguma tentação ou aflição deste mundo é irresistível, pois apenas a graça de Deus é irresistível. Temos o suprimento necessário, o escape dado pelo próprio Deus, para vencer toda tribulação (1 Co 10:13). Eis o Pão do céu, a Água que jorra para a vida eterna, o próprio Filho de Deus. São nos momentos de aflição que podemos desfrutar da graça que nos sustenta e com alegria louvar “ao Senhor nosso Deus pela boa terra que nos deu”.

Os homens do mundo se gastam e desgastam por conta de suas carnais aflições. São escravos de suas próprias concupiscências. Quando passam pela escassez, morrem nela. Mas, diferente disto, O Senhor faz com que os Seus passem pela escassez para mostrar-lhes a verdadeira satisfação, pois ali Deus manifesta o verdadeiro suprimento, a vida eterna. Faz com que o justo tenha sua esperança absolutamente voltada a Cristo, à ressurreição, e não para as coisas da carne. Isso faz com que o justo viva por fé, não se esbarrando para a queda no pecado, mas baseando-se pura e plenamente na Verdade.

O Pai de Amor

Encontramos no texto de Deuteronômio Deus dizendo sobre um pai que repreende o seu filho. Isto deveria trazer consolo a nós, assim como Davi encontrou consolo na vara e no cajado de Deus (Sl 23:4). Isso porque é através da aflição (no caso de Davi, o vale da sombra da morte) que Deus forja em nós o Seu caráter, não nos permitindo desviar de Seu caminho, ou mesmo nos manter distantes em nossa tentativa de autossuficiência (1 Pe 1).

A Realidade da Confiança

Confiar em Deus na aflição significa dedicar-lhe as nossas fraquezas para que nela sejamos supridos ao invés de tentarmos nos satisfazer na carne. Significa ainda não nos estribar em nosso próprio entendimento, ou viver para nós mesmos. Significa visar o Reino de Deus em todas as coisas, ver a Sua glória em cada esquina, ainda que nossa carne esteja abatida. É dessa forma que em nossa fraqueza desfrutamos da plenitude de Deus em Seu Filho.

A Plenitude em Cristo

Cristo é a promessa de Deus bem cumprida. Ele é a Terra que mana leite e mel, pois conhece-lo é, em si mesmo, a vida eterna (Jo 17:3). Nele temos a saciedade em Deus. Ainda nEle temos a viva esperança, pois conosco está e voltará para com Ele habitarmos. Nele nós reinamos sobre a aflição, pois Ele venceu o mundo, Ele venceu a morte (Jo 16:33), e com Ele também reinaremos na glorificação. Confiando nEle não somos abalados, pois Ele é a nossa fortaleza, nosso escudo, nossa glória, Castelo Forte, refúgio, Mestre, socorro bem presente. Ele é O Verbo de Deus, O Pão do Céu, a Rocha eterna onde estamos bem firmados. Em nossa escuridão, Ele é a Luz. Em nossa escassez, Ele é a fonte. Em nossa fome, Ele é o alimento. Ele é Aquele que não conhecíamos, o Maná de Deus, que nossos pais também não conheceram e que nunca poderíamos provar por mero esforço humano, mas tão somente pela graça de Deus. Procure por qualquer outro alimento e continuará a ter fome, mas nEle nunca haverá fome!

Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas. Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber. Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.

Salmos 36:7-9

Oh, Senhor! Me fizeste a Tua testemunha, pois na minha aflição eu te entreguei tudo. Foi nela onde senti o Teu perfume quando precisei perdoar. Na necessidade de amar, não sabendo eu como fazer isso, O Senhor manifestou a Tua Natureza. Eu posso todas as coisas em Ti, eu posso passar pela fome, porque O Senhor me sustém. Foi o Teu toque que aqueceu e amoleceu o meu duro e frio coração. Na aflição me mostrou que és digno da minha confiança, pois és maior do que eu. Me deste de conhecer os Teus segredos, foste o meu Amigo Fiel. Eu contemplei a Tua majestade, diante do Teu Altar, aonde me recebeu em graça. Na imensidão de Teus feitos, na Tua imensurável e constante misericórdia eu me rendi. Ali, vazia de mim, no meu arrependimento, foste a minha consolação. Eu não preciso de algo além de Ti. A Tua Palavra é o meu alimento!

Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.

João 6,27

Quando você nada mais tem além de Deus, você descobre que Ele sempre foi o suficiente!


Citações escriturísticas a partir da Almeida Corrigida Fiel (ACF). 2019 © Escrito por Amanda Martins. Para o uso correto deste recurso visite nossa Página de Permissões.

Amanda Martins

Amanda Martins

Amanda Martins é escritora e cofundadora do projeto despenseiros. Amanda também é editora e tradutora dos conteúdos do Ministério Reformai, além de ser articulista da revista Em Torno da Cruz.

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