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Proposições e Princípios do Deus Pai e Filho (3/11)7 min de Leitura

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Série de exposição acerca da divindade por Theodoro Beza. Clique aqui para ver todos conteúdos da série.


Vendo que temos lidado com Deus, um em substância e três em pessoas, segue-se agora, que falamos em ordem, de cada uma das pessoas.

A Essencialidade do Deus Pai

1. A Palavra Deus, às vezes, é tomada particularmente a Pessoa do Pai, pois as Pessoas do Filho e do Espírito Santo são referidas como se fosse o próprio Pai até certa originalidade do suas essências, enquanto que o Pai não recebe sua própria essência de ninguém, mas comunica isso consigo mesmo e também com as outras duas Pessoas.

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A Eternidade da Paternidade de Deus

2. Deus Pai sempre foi Deus – e sempre o Pai – e, portanto, não lhe era uma propriedade que, sendo apenas Deus no princípio, Ele deveria depois ser feito Deus Pai [ou apropriar-se da atribuição de Pai]; mas, como Ele é Deus desde toda a eternidade, logo Ele é o Pai desde toda a eternidade.

Deus Pai gerou o Deus Filho

3. Deus Pai, adiante, de uma forma indescritível e desconhecida, gerou seu único Filho, comunicando toda a sua essência com Ele, cuja maneira de gerar é ocultado por um tipo de semelhança, onde o Filho é nas Sagradas Escrituras chamado de a sabedoria, o poder, a imagem, a glória e a forma exata da Pessoa do Deus Pai (Cl 1:15, Hb 1:3).

O Mistério da Geração do Filho e suas Semelhanças

4. E depois disso, nós então podemos conceber (não por curiosidade) todas as demais semelhanças procedentes da fonte e sua corrente: Como sol e e seus raios que procede da luz; Como a água e vapores que dela sobressaem; Como a árvore e seus galhos; Como pensamento e a oratória que é concebido interiormente; Como a semente e seu fruto; e para ser breve, de todas as demais semelhanças que o Pai trouxe para manifestar e expor, em certa medida, embora não perfeitamente, esse mistério: para manifestar em certa medida, embora não perfeitamente, para expor esse mistério: Que a Divindade considerou um assunto a ser reverenciado e adorado – e não por fútil curiosidade e profanação.

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A Unicidade Deus no Gerar do Filho

5. E embora essa maneira divina de gerar não corte em partes, nem multiplique a essência da Deidade, uma vez que, Deus não é algo que possa ser concebido no pensamento – não tendo outro Ser ou Existência, como são as demais coisas criadas. Mas Deus é de fato um Ser auto-existente, único e infinitamente puro: Que ainda tendo comunicação entre Pessoas (Pai e Filho), de modo algum há separação entre elas.

A Distinção do Pai do Filho e vice-versa

6. O Pai, portanto, é outra Pessoa em relação ao Filho, e da mesma forma, o Filho é outra Pessoa em relação ao Pai: e ainda assim a Deidade não é dividida nem multiplicada, quando se diz que o Filho é Deus gerado por Deus. E assim como em substância Ele é único e o mesmo com o Pai, assim Ele é em sua Pessoa tão distinto do Pai, que Ele é, e permanece no Pai ainda.

A Distinção do Pai do Filho e vice-versa

7. O Pai e o Filho, então, são enupostatoi, isto é, um no outro, ou nenhum dEles separado do outro por qualquer distância: No entanto, é mais apropriado dizer que o Filho está no Pai, do que Pai no Filho, em razão da atribuição, por assim se dizer, da Paternidade. Por isso, também é que o Filho se distingue pessoalmente do Pai em muitos lugares das Escrituras quando chamado de Deus.

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Enupostatoi: Um no Outro

7. O Pai e o Filho, então, são enupostatoi, isto é, um no outro, ou nenhum dEles separado do outro por qualquer distância: No entanto, é mais apropriado dizer que o Filho está no Pai, do que Pai no Filho, em razão da atribuição, por assim se dizer, da Paternidade. Por isso, também é que o Filho se distingue pessoalmente do Pai em muitos lugares das Escrituras quando chamado de Deus.

A Pessoa do Filho não é de Si mesmo

8. Dessas coisas, devemos então crer a respeito da pessoa do Filho: que, em relação à sua substância, Ele é o único Deus verdadeiro, mas no que diz respeito à maneira de seu Ser: Ele é o Filho. Ou, ainda, na medida em que é considerado pessoalmente, devemos crer, que Ele não é de si mesmo, mas do Pai, ainda que coeterno e coessencial com o Pai.

Em Defesa da Trindade Bíblica

9. Condenamos, portanto, o ensino dos triteístas, por quem, não apenas as pessoas (que também concedemos) são numeradas, mas também a substância da Deidade (na qual também colocam uma desigualdade) multiplicada.

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Da mesma forma, condenamos os sabellianos que, com um desvio contrário, não numeram as pessoas e, em vez das noções reais, nas quais as pessoas se distinguem uma da outra, trazem apenas uma certa diferença de efeitos e nomes. Também condenamos os arianos, que roubam do Filho sua divindade essencial. E os eunomianos, que forjaram a desigualdade das Pessoas.

Juntamente com os seguidores de Samosatenus e Servetus. E todos os outros espíritos fanáticos, que afirmam que a Pessoa do Filho, iniciou com sua natureza humana, porque (como eles sustentam) antes desse tempo, a Palavra não era a Palavra. Dizendo que, o Filho nada mais era do que uma forma ou ideia concebida na mente de Deus, provindo da natureza humana que deveria nascer depois, ou que era apenas predestinado e designado para ser (mas não de fato) desde toda a eternidade; ou, ainda, porque possui um corpo em carne para ser desconsiderado da substância da Deidade; ou (como alguns já afirmam) porque todas as propriedades da Deidade foram derramadas na natureza humana, quando a Palavra estava encarnada. Para ser breve, eles não entendem a geração coeterna do Filho.


Parte 3 de 11, defendido por IOHN HENRY SCHINTYER de Tigurine: VERITAS – PROPOSIÇÕES E PRINCÍPIOS DA DIVINDADE, propostos e contestados na universidade de Genebra por certos estudantes da Divindade, sob os senhores Theodoro Beza e Anthony Faius, professores da Divindade. Onde está contido um resumo metódico ou epítome dos lugares comuns da divindade. EM EDIMBURGO | Impresso por Robert Waldegraue, impressora da Majestade do Rei | Anno Dom. 1592 | Cum Priuilegio Regali. CASTITAS. 2019 © Traduzido por Elnatan Rodrigues. Para o uso correto deste recurso visite a nossa Página de Permissões.

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Theodoro Beza

Theodoro Beza

Theodoro Beza (1519-1605) foi um reformador francês e discípulo de João Calvino, sendo seu sucessor na Igreja de Genebra na Suíça. Beza é autor de obras teológicas, além de peças teatrais de punho religioso.

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