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Tesouros de Davi: Salmos 2014 min de Leitura

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Série de exposições em Salmos por Charles Haddon Spurgeon. Confira todas as exposições clicando aqui


Verso 1

O SENHOR te ouça no dia da angústia, o nome do Deus de Jacó te proteja.

Salmos 20:1
O SENHOR te ouça no dia da angústia

No vigésimo segundo Salmo ele nos diz: “ouviste-me, das pontas dos bois selvagens” (v.21).  O versículo implica que o próprio Senhor era muito dedicado à oração; Nisto, ele é o nosso exemplo, ensinando-nos que, para recebermos alguma vantagem das orações dos outros, devemos primeiro orar por nós mesmos. Que misericórdia é esta, poder orar no dia da angústia, e que privilégio ainda mais abençoado que nenhum problema pode impedir o Senhor de nos ouvir! Os problemas rugem como trovões, mas a voz do crente será ouvida acima da tempestade. Quando orarmos na nossa hora de angústia, o Senhor Jeová ouvirá. Essa é uma confiança muito refrescante e pode ser entregue sem medo.

O nome do Deus de Jacó te proteja

Alguns leem, “coloque-o em um lugar alto”. Por causa do “nome”, o suplicante Salvador não se cala, e o nome do Deus de Israel ainda é a defesa dos fiéis. O nome, “Deus de Jacó “, é sugestivo; Jacó teve seu dia de angústia, ele lutou, foi ouvido, foi defendido e no devido tempo foi elevado, e seu Deus ainda é o nosso Deus, o mesmo Deus para todos os seus ‘Jacós’. O verso inteiro é uma bênção muito apropriada para ser pronunciada por um coração gracioso sobre uma criança, um amigo ou um ministro, em perspectiva de provação; inclui proteção temporal e espiritual e direciona a mente para a grande fonte de todo bem. Que prazer em acreditar que nosso Pai celestial pronunciou isso sobre nossas cabeças!

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Verso 2 

Envie-te socorro desde o seu santuário, e te sustenha desde Sião.

Salmos 20:2
Envie-te socorro desde o seu santuário

Do santuário do céu veio o anjo para fortalecer nosso Senhor, e da preciosa lembrança dos feitos de Deus em seu santuário, nosso Senhor encontrou paz quando estava na cruz. Não há ajuda como a do envio de Deus, nem libertação como a que sai do seu santuário. O santuário para nós é a Pessoa de nosso abençoado Senhor, que foi tipificado pelo templo, e é o verdadeiro santuário que Deus construiu, e não o homem: vamos ir para a cruz, dada a nós, em busca de abrigo em todos os momentos de necessidade e ajuda. Os homens do mundo desprezam a ajuda do santuário, mas nosso coração aprendeu a valorizá-la além de toda ajuda material. Eles procuram ajuda no arsenal da vida, nas riquezas ou nos prazeres do mundo, mas nós nos voltamos para o santuário. 

E te sustenha desde Sião

Das assembleias dos santos suplicantes que oravam há séculos por seu Senhor, a ajuda poderia muito bem resultar para o Sofredor desprezado, pois a oração do justo nunca é usada em vão. O Senhor responde às alegações de seus santos reunidos para adoração santa desde Sião. Nada pode dar tanta força aos lombos de um santo como esperar Deus nas assembleias de seu povo. Este versículo é uma bênção apropriada para uma manhã no Dia do Senhor, e pode ser a saudação de um pastor para o seu povo, ou de uma igreja para o seu ministro. Deus no santuário da Pessoa de seu querido Filho, e na cidade da igreja escolhida é o objeto apropriado das orações de seu povo, e sob esse caráter, eles podem confiar nEle a ajuda prometida.

Verso 3 

Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus holocaustos. (Selá.)

Salmos 20:3

Antes da guerra, os reis ofereciam sacrifício, cuja aceitação dependia para o sucesso; nosso abençoado Senhor se apresentou como vítima, e foi um doce sacríficio para o Altíssimo, e então ele conheceu e derrotou as legiões do inferno. Ainda, fez seu holocausto como perfume reais do Céu, e através dele as ofertas de seu povo são recebidos como seus sacrifícios e oblações. Em nossos conflitos espirituais, devemos ter um olho no sacrifício de Jesus, e nunca nos aventurarmos em guerra até que, primeiro, o Senhor tenha nos dado um sinal para o bem no altar da cruz, onde a fé vê seu Senhor que está sangrando. 

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Selá

É bom fazer uma pausa na cruz antes de marcharmos adiante para a batalha, e então o salmista grita “Selá”. Estamos com muita pressa para isso. Uma pequena pausa pode ajudar bastante a nossa velocidade. Há uma pressa que atrapalha; por isso, descanse um pouco, medite sobre o sacrifício e endireite o teu coração para a obra severa que jaz diante de ti.

Verso 4

Conceda-te conforme ao teu coração, e cumpra todo o teu plano.

Salmos 20:4

O desejo e o conselho de Cristo foram ambos estabelecidos na salvação de seu povo; a igreja da antiguidade desejava rapidez no desígnio de Deus, e a igreja nestes últimos dias, com todo o coração, o cumprimento completo de seu propósito. Em Cristo, as almas santificadas de Jesus podem se apropriar desse versículo como uma promessa; eles terão seu desejo, e seus planos para glorificar seu Mestre terão sucesso. Podemos ter nossa própria vontade, quando nossa vontade é a vontade de Deus. Esse sempre foi o caso de nosso Senhor e, no entanto, ele disse: “não como a minha vontade, mas conforme a Tua vontade”. Que necessidade!; se era necessário para Ele, quanto mais para nós?!

Verso 5

Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; cumpra o Senhor todas as tuas petições.

Salmos 20:5
Nós nos alegraremos pela tua salvação

Em Jesus há salvação; a salvação é dEle e, portanto, é chamado tua salvação; mas é nosso o receber e o alegrar. Devemos estar firmes, independente do que aconteça, e nos alegraremos no braço salvador do Senhor Jesus. As pessoas neste salmo, antes de o rei ir para a batalha, tinham certeza da vitória e, portanto, começaram a se alegrar de antemão; quanto mais devemos fazer isso, que viu a vitória completamente conquistada! A descrença começa a chorar pelo funeral antes que o homem esteja morto; por que a fé não deve começar a ser canalizada antes que a dança da vitória comece? As promessas ainda não cumpridas são dignas de serem admiradas. Se a alegria fosse generalizada entre o povo do Senhor, Deus seria mais glorificado entre os homens; a felicidade dos súditos é a honra do soberano. 

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E em nome do nosso Deus arvoraremos pendões

Levantamos o estandarte diante do inimigo e agitamos a bandeira da vitória sobre o adversário caído. Alguns proclamam guerra em nome de um rei, e alguns de outro, mas os fiéis vão à guerra em nome de Jesus, o nome do Deus encarnado, Emanuel, Deus conosco. Os tempos são maus, mas enquanto Jesus vive e reina em sua igreja, não precisamos abaixar nossas bandeiras com medo, mas balança-las com coragem sagrada.

O tremendo nome de Jesus
coloca todos os nossos inimigos em fuga;
Jesus, o manso, o cordeiro bravo
Um leão está em luta.

A igreja não pode esquecer que Jesus é seu advogado diante do trono e, portanto, resume os desejos já expressos na frase curta: “O Senhor cumpra todas as tuas petições“. Nunca se esqueça que, dentre essas petições, está a escolha: “Pai, desejo que também aqueles que você me deu estejam comigo onde estou”.

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Verso 6 

Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita.

Salmos 20:6
Agora sei que o Senhor salva o seu ungido

Este é cada vez mais o consolo preferido do crente, que o próprio Jeová ungiu Jesus para ser um príncipe e um Salvador, e que nosso escudo é, portanto, o ungido do próprio Senhor. 

Ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita

Aqui é afirmado com confiança que a santidade e o poder de Deus viriam em socorro do Salvador em seu conflito, e certamente esses dois atributos gloriosos encontraram uma obra agradável respondendo aos gritos do Sofredor. Jesus foi ouvido e, por isso, também somos; Deus está no céu, mas nossas orações podem escalar essas alturas gloriosas; esses céus são santos, mas Jesus purifica nossas orações e, assim, elas ganham admissão; nossa necessidade é grande, mas o braço divino é forte, e toda a sua força é “força salvadora”; essa força, além disso, está na mão poderosa e que é usada com mais facilidade – a mão direita. Que incentivos são esses para suplicar aos santos!

Verso 7 

Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.

Salmos 20:7

Os contrastes frequentemente trazem à tona a verdade vívida, e aqui a igreja expõe as confidências das criaturas dos homens carnais, em contraste com sua confiança no príncipe Emanuel e no invisível Jeová. 

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Uns confiam em carros e outros em cavalos

São tão abjetamente dependentes de seus semelhantes ou de um braço de carne, uma forma ou de outra, como se nunca tivessem conhecido o nome de Jeová. Jesus, nossa rocha e refúgio, nunca podemos estragar a simplicidade de nossa fé. 

Mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus

Temos uma aliança, Ele nos escolheu e é quem escolhemos; este Deus é nosso Deus. O nome de nosso Deus é JEOVÁ, e isso nunca deve ser esquecido; “EU SOU”, auto-existente, independente, imutável, sempre presente e todo preenchedor. Vamos adorar esse nome incomparável, e nunca desonrá-lo pela desconfiança ou pela confiança na criatura. Leitor, você deve conhecê-lo antes que possa se lembrar. O Espírito abençoado o revele graciosamente a sua alma!

Verso 8 

Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé.

Salmos 20:8

Quão diferente é o fim daqueles cujas relações de confiança estão no mundo! Os inimigos de Deus estão no topo, a princípio, mas muito são derrubados pela força ou então caem por vontade própria. Seu fundamento é podre e, portanto, quando chega a hora, cede sob eles; seus carros são queimados no fogo, e seus cavalos morrem de peste, e onde está sua força ostentada? Quanto aos que descansam em Jeová, eles são frequentemente derrubados no início, mas um braço Todo-Poderoso os eleva, e eles ficam alegremente em pé. 

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A vitória de Jesus é a herança do seu povo. O mundo, a morte, Satanás e o pecado serão todos pisoteados aos pés dos campeões da fé; enquanto aqueles que dependem de um braço de carne serão envergonhados e confundidos para sempre.

Verso 9 

Salva-nos, Senhor; ouça-nos o rei quando clamarmos.

Salmos 20:9

O Salmo é aqui recapitulado. Que Jesus possa ser entregue, e possa, como nosso Rei, nos ouvir, é o duplo desejo do Salmo. O primeiro pedido é concedido e o segundo é certo para toda semente; e, portanto, podemos encerrar o salmo com um forte brado: “Deus salve o rei”. “Deus salve o rei Jesus, e que Ele logo venha para reinar.”


Citações escriturísticas a partir da Versão Almeida Corrigida Fiel (ACF), Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. 2020 © Traduzido por Amanda Martins, revisado por Elnatan Rodrigues. Para o uso correto deste recurso viste nossa Página de Permissões.

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Charles Spurgeon

Charles Spurgeon

Charles H. Spurgeon (1834-1892) foi pregador, autor e editor britânico. Spurgeon também foi pastor do Tabernáculo Batista Metropolitano, em Londres. É conhecido como “Príncipe dos Pregadores”.

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